29 maio 2011
IX Encontro/Convívio dos Naturais e Amigos das Mós - (Programa)
O PRINCÍPIO DO FIM DOS COMBOIOS NA NOSSA REGIÃO
Foi em Setembro de 1979!
Aquela era mais uma das viagens que, desde menino, me permitiam passar férias em Setembro: primeiro, nas Mós; (uma vez) no Pocinho; mais tarde em Mogadouro e em Lagoaça. Viajar de comboio sempre foi para mim quase uma obsessão (certamente por ser filho do primeiro maquinista nascido nas Mós). Com efeito, fora sempre nele que invariavelmente viajava no mês de Setembro do Porto ou de Lisboa para os destinos acima referidos. Mas nunca (em mais de quarenta anos) como naquele Setembro me sentira não só desiludido mas também amargurado com a maneira como nos obrigaram a viajar.
Embarcáramos em Campanhã cerca das 10 horas, no comboio que, então, terminava a sua marcha na estação de Barca D`Alva.
Nós desembarcámos no Pocinho pois, daquela vez, o nosso destino era Lagoaça. E as nossas agruras começaram no transbordo. Com efeito, quando chegámos à plataforma da linha de Vale do Sabor, deparámos com o lastimável espectáculo protagonizado por passageiros: homens, mulheres e crianças iam de roldão, atropelando este mundo e o outro, na ânsia de apanhar um lugar menos mau numa das duas acanhadas carruagens que, com dois vagões e uma automotora, formavam a composição mais obsoleta e inconcebível que jamais os meus olhos viram!
Não querendo sujeitar a minha mulher e a minha filha aqueles atropelos, procurei no meio da confusão o chefe da estação, para que ele me explicasse a razão de ser de algo que me parecia mais absurdo, e perguntei-lhe: -Se esta composição leva aquela automotora a reboque, por que diabo proíbem a entrada nela, se a gentiaga nas carruagens vai ali capaz de se matar?!
A esta observação, o chefe da estação, laconicamente, respondeu: -- São ordens, amigo, são ordens…
Não lhe perguntei mais nada. Agarrámos a bagagem e rompemos para o meio da confusão a disputar um lugar no varandim duma das quase repletas carruagens, sem mais tugir nem mugir – que a protestarmos por tudo o que ali víamos mal feito, punha-se a gente maluca!
Ler mais »23 maio 2011
Agora no Porto: "A Caminho de Santa Bárbara" e "Trovador do Douro"
XIII Aniversário da A.C.R. "As Mós"
Música Popular em dia de Aniversário
À semelhança das iniciativas promovidas em anos anteriores para comemorar o seu aniversário, a Associação de Cultura e Recreio “As Mós” levou a efeito mais uma noite cultural. Dia 21 de Maio, na comemoração do XIII Aniversário, subiu ao palco do salão da Junta de Freguesia das Mós o Grupo de Concertinas “Clave de Sol” de Penaverde.
Com o inicio do espectáculo agendado para as 21h30, associados e público em geral assistiram durante duas horas ao entusiasmo musical e simpatia deste grupo. A entrada era livre.
Com o inicio do espectáculo agendado para as 21h30, associados e público em geral assistiram durante duas horas ao entusiasmo musical e simpatia deste grupo. A entrada era livre.
No final, depois dos agradecimentos feitos à organização e aos presentes pelo acolhimento que lhes foi dispensado, antes de iniciarem o caminho de regresso ao concelho de Aguiar da Beira, os elementos do grupo tiveram ainda oportunidade de passar pela "farmácia do Luís" onde lhes foi administrada uma dose individual de substrato "dos deuses" adocicado.
Felicitamos a Associação por mais um ano de vida, desejando que não lhe falte vontade para prosseguir na senda cultural que nos habituou.
























