26 maio 2010

Convívio Benfiquista


25 maio 2010

ACR"As Mós" Comemorou o 12º Aniversário

Para comemorar o seu 12º aniversário, a Associação de Cultura e Recreio “As Mós” levou a efeito mais uma jornada de convívio e cultura.

O evento decorreu no passado sábado, dia 22 de Maio, no salão da Junta de Freguesia, e constou de um jantar/convívio e uma peça de teatro levada a cena pelo grupo “Alma de Ferro” da Associação Cultural de Torre de Moncorvo.
Como complemento do um jantar bastante participado, o arroz-doce das Mós, teve, uma vez mais pela excelência, mercês de poder pertencer a um compêndio de gastronomia nacional. O profissionalismo com que o grupo de Moncorvo representou “O Velho Ciumento”, de Miguel de Cervantes, foi reconhecido pela plateia que aplaudiu com entusiasmo.
A direcção da Associação quis juntar à festa o reconhecimento ao Blog dAs Mós e ofereceu ao seu administrador, pelas mãos do grande mosense José Gomes Quadrado, uma placa comemorativa das 50.000 visitas.
Nas palavras de circunstancia proferidas pelo presidente da assembleia-geral, José Alberto Grifo, embaixador-mor da comunidade mosense, e referindo-se às dificuldades encontradas nesta dúzia de anos, salientou que o gosto de servir é maior que todo e qualquer o esforço despendido. Aproveitou também a hora para enaltecer a exuberante dedicação das mulheres da associação.
Citando o comentário deixado no blog pela amiga Aurora Leal, auguremos “que seja esta a primeira das dúzias culturais com que a associação nos brinda”…
Ver Fotos

17 maio 2010

Programa de Aniversário da ACR "As Mós"


16 maio 2010

Anne-Marie Mouchet recebe visita do Embaixador de Paris

A mosense Anne-Marie Mouchet, Cônsul Honorária de Portugal em PAU (França), recebeu na sua residência a visita do Embaixador de Paris, Francisco Manuel SEIXAS DA COSTA.
O Embaixador, que se fez acompanhar pela Cônsul Geral de Bordeaux, deslocou-se à região para conhecer a nova cônsul e para se encontrar com a comunidade portuguesa da região.


12 maio 2010

Teatro - na festa de aniversário da ACR "As Mós"

"Trata-se de um texto de Miguel de Cervantes, uma das Oito Comédias e Oito Entremezes.
No caso trata-se de “O Velho Ciumento” que apresenta a história do marido que, para evitar ser traído, tranca a mulher em casa proibindo-lhe qualquer contacto com o mundo exterior, e em que as convenções da época são todas postas a claro.
Cervantes sacrifica, na peça, boa parte da subtileza da novela para produzir um efeito cómico mais imediato."

10 maio 2010

Fotos do VIII Encontro de Mosenses

Dando continuidade aos encontros anuais que a comunidade mosense vem fazendo, realizou-se no dia 1 de Maio, nas Mós, o VIII Encontro/Convívio dos Naturais, Residentes e Amigos das Mós.


06 maio 2010

reencontrão (uma viagem de paulo almeida)

Transcrito de: no gabinete de Paulo Almeida

Após uma noite inquietada pela ansiedade do que me esperava, calo o despertador e salto a cama para um revigorante duche e preparação de um esperado reencontro. No ar sentia uma temperatura amena e o Sábado, mesmo que nublado, parecia prometedor. Com os bilhetes já comprados, tomo um cafezinho apressado no bar da estação e embarco no comboio regional com destino a Mós do Douro, levando o meu filho numa viagem tão tranquila quanto aquele amanhecer.

Os baloiços da carruagem queriam me embalar no sono nos primeiros quilómetros da linha do Douro, calcorreados ferozmente pelo cavalo metálico, mas eu não deixei. A cada paragem os passageiros iam entrando e acotovelando-se na ânsia de encontrar um assento livre. Já na descida para a Pala sou retirado dos meus pensamentos com os “uaaaaauuuus” boquiabertos dos turistas, deslumbrados com as primeiras imagens que viam do rio.
A manhã iluminava-se devagarinho de um azul quente que enfeitava o céu e o Vale do Douro. A linha ferroviária alinhada entre o rio e as montanhas, as vinhas a perder de vista e o sol nascente, causavam imensos reflexos em suaves gradações cromáticas, e em mim uma emoção tão forte como se fosse aquela a minha primeira viagem.
Cinquenta minutos depois estava parado na estação da Régua, numa carruagem já quase esvaziada de gente e toda por minha conta. De máquina fotográfica em riste esperei pelo recomeço da marcha e deixar-me encantar com a mágica beleza da segunda etapa da viagem.
Mas o melhor de tudo aconteceria na minha chegada à terrinha. A expectativa, a inspiração, a vontade enorme de conhecer o Doutor Quadrado de quem já gostava muito através dos seus escritos, o Carlos Pedro cantor e artista dos seus blogues, o "dasMós" e o intenso Varanda do Tempo, que recomendo vivamente uma visita, o Luís "Corticeiro" e a jovem e bonita vereadora camarária Andreia Almeida.
Saber que iria reencontrar quem já não via há quase trinta anos e que até então, depois de eu ser redescoberto pela Cristina, só havíamos trocado e-mails e comentários. Seria o primeiro olhar desde a nossa adolescência, e aconteceu, e superou a expectativa. Quando imediatamente nos reconhecemos e fortemente nos abraçamos sentimos que a admiração era grande e que a saudade era mútua. Depois de uma tertúlia duradoura, ouvindo histórias e sábias anedotas, saímos à noite por algumas horas e calcorreamos as ruas tortuosas e desertas da bela terra dos nossos pais, tirando fotografias e recordando momentos passados em conjunto. Foi pena ter durado tão pouco, mas tenho certeza de que nos encontraremos lá novamente.
É de facto uma emoção redobrada e sentida sempre que percorremos caminhos e lugares que noutros tempos foram palcos das nossas aventuras e brincadeiras de criança. Há por ali um sentimento puro de nostalgia e ao mesmo tempo “um enchente” de calor humano ao revermos os mesmos rostos e sorrisos que o tempo ajudou a envelhecer. Ao fim de tantos anos voltei a sedimentar essa emoção e nostalgia, voltei a um dos meus paraísos e deixei-me levar pelas mais puras recordações.
O comboio, o rio, as paisagens, os campos floridos, os caminhos, a ribeira, o pão, os aromas, as hortas, as velhas casas de xisto, as andorinhas, os seus ninhos e os seus chilreios são elementos inesquecíveis, que apesar dos anos permanecem ali, como que a convidar ao meu regresso.
A aldeia das Mós, toda ela, emana memórias e recordações, do trabalho duro do campo, das folias da festa, dos jogos tradicionais, dos serões em família, do baloiçar no lombo dos animais, da lágrima que sempre escapava no adeus, de algo que se perdeu no tempo.
Mas a memória tem o dom e o condão de ressuscitar esses momentos, de condensar esses instantes, esses lugares que como tal viverão dentro de nós para sempre. E as fotografias que fui colhendo vão dar uma ajuda.

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