29 março 2006

Programa do Encontrão

“ENCONTRÃO” 4.º ENCONTRO/CONVÍVIO DOS NATURAIS E AMIGOS DAS MÓS DIA 30/04/2006 MÓS
(VILA NOVA DE FOZ-CÔA) (Sede da Junta de Freguesia) PROGRAMA 10:30 H – Abertura da Exposição de Artesanato “Miniaturas das Mós” 11:00 H – Abertura do Espaço/Venda “Sabores da Nossa Terra” 13:00 H – Início do Repasto 17:00 H – Apresentação de trabalho literário “Mosenses de Tempos Passados”
(Dr. José Quadrado) 17:15 H – Actuação do “Grupo de Cantares das Mós - 3ª Idade” 18:00 H – Actuação do Grupo de Música Popular “Sol na Eira
(última hora)
No encontro será prestada homenagem ao Padre Armando Ribeiro
e à Sra Celeste Castedo EMENTA GRELHADOS: SARDINHA, ALHEIRAS E FÊVERAS CHURRASCO: PORCO NO ESPETO SOPA À MODA ANTIGA: CALDINHO DE CEBOLA BEBIDAS VARIADAS ******************************************************************* INSCRIÇÕES:
ATÉ AO DIA 29 DE ABRIL, PARA UM DOS SEGUINTES CONTACTOS: António Diogo (Reto) – 229 723 428 / 969 433 357 Dr. José Quadrado – 214 105 280 / 919 916 991 (Só residentes no Distrito de Lisboa) Eng. Carlos Correia – 960 023 441 José Alberto V. Grifo – 234 742 140 / 963 356 054 José Calé966 635 447 / 212 101 266 (Só residentes na Margem Sul do Tejo)
E-mail: a-c-r-asmos@sapo.pt ENTRADA NO RECINTO CREDENCIADA PELA ORGANIZAÇÃO _______________________________________________


19 março 2006

V Passeio Pedestre das Mós

À segunda foi de vez… O V Passeio Pedestre das Mós integrado na Quinzena da Amendoeira em Flor, agendado para o dia 19 de Fevereiro e que por causa da chuva tinha sido adiado, realizou-se hoje dia 19 de Março.

O dia amanheceu cinzento, mal-humorado, como quem acorda duma noite mal dormida, mas isso não constituiu força bastante para contrapor à vontade participativa das três dezenas de almas gémeas que escolheram as Mós, num domingo de manhã, para exercitar o corpo e o espírito. Embora na Cruzinha se abrissem os guarda-chuvas para proteger da água-molha-tolos que nos acompanhou nos primeiros dez minutos a subida do Val do Coixo (primeiro teste à resistência dos mais fracos) bem cedo se percebeu que S. Pedro das Mós queria participar também na caminhada. E a sua presença foi sentida “calorosamente” quase todo o tempo do percurso… Quando, no lugar idílico da Quinta de Valmampaz, se pensou numa fotografia de grupo para a posteridade, ficavam já para trás registos de outros lugares também míticos, lugares de sonho e de minério, lugares de canseira e de suor, mas plenos de recordações. Lugares como: Barreira, Val de Quente, Poio, Caminho Velho de Freixo-de-Numão, Ribeiro de Valmampaz, Pena Fria e Curujeiras, fazem igualmente parte duma memória colectiva que é obrigatório não apagar. Pelo lado sul regressou-se a aldeia, e abriram-se os guarda-sóis. Era hora do almoço... Este ano, com o medo de que a chuva pudesse estragar o tempero do rancho, o repasto confeccionado (como sempre - e bem) pelo “Chefe Polido”, foi marcado para o salão da junta de freguesia. Trazer à lembrança, na data comemorativa do dia do pai, os locais de trabalho e os caminhos calcorreados pelos nossos antepassados, é querer celebrar o Homem universal, é homenagear um povo que, com o seu esforço, fez próspero cada palmo de terra cultivado. Tempo de contemplação para uns, tempo de nostalgia para outros, mas tempo de convívio e partilha para todos, o “Passeio Pedestre das Mós”- pela qualidade de informações adjacentes trazidas à memória - pertence já ao grupo de iniciativas merecedoras do nosso aplauso e do apreço de todos.


06 março 2006

Desfile Alegórico - Foz Côa 2006

Uma vez mais, o povo das Mós marcou presença nas Festas da Amendoeira em Flor realizadas em Vila Nova de Foz Côa, participando brilhantemente no Desfile Alegórico e Etnográfico. Este ano, para a alegoria dos carros, a A.C.R.“As Mós” escolheu os temas: «Malhada» e «Sabão de Borras».
O tempo ajudou, houve sol na eira, e a malhada fez-se na alegria habitual. Aos mandos do Jaime e do Diogo (malhadores de serviço) o público sorria e respondia alegremente como que a querer também participar na árdua tarefa de malhar e limpar o grão. O Zé Alberto e a Ana lá iam ajuntando a palha; e os limpadores, Olinda e Zé Manuel, completavam este cenário que o Luís Polido conduzia com mestria (não fosse o chão da eira tremer demasiado fazendo cair as figuras como aconteceu à cabaça do Alcides). No carro mais à frente, e na mais recatada postura, seguiam as duas fabricantes do sabão. As senhoras Jesus e Ana Maria eram o modelo de compenetração e sabedoria. Sim, porque para deixar a roupa bem lavada não basta só o jeito, é necessário adicionar a vontade como complemento da saponária. O sabão feito na hora era depositado na caixa para apanhar a forma de barra, e o de vésperas, lá ia sendo distribuído aos pedaços - como mimo: a quem saudosamente conhecia o produto; e - como amostra: às raparigas que se mostravam descrentes do resultado final. O Jaime Basaréu - também aqui - quase não se mostrou, mas dedicado como sempre, era o condutor de toda esta manufactura. A presença do Ti’Acácio (atento à fórmula) atestava, só por si, o bom desempenho do produto na arte de bem-lavar-toda-a-roupa. Chegados ao fim da azáfama, depois de varrida a eira, com a certeza do dever comprido impunha-se a ceia… e, à boa maneira mosense, convidaram-se os amigos.

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