23 dezembro 2010
Boas Festas e Feliz Ano Novo
"Se choras porque não consegues ver o sol, as tuas lágrimas impedir-te-ão de ver as estrelas."
(Rabindranath Tagore)
22 dezembro 2010
Jantar de Natal ACR “As Mós” - 2010
Tempo de encontro por excelência, o Natal, fundamentalmente, é uma festa reservada à comunhão da família, que se reúne à volta da mesa.
O jantar de Natal 2010 da ACR “As Mós” não fugiu à regra, e congregou à volta da mesa 120 elementos da família mosense.
Para esse efeito, a mesa grande foi posta no salão da Junta de Freguesia, no passado dia 11 de Dezembro.
Para esse efeito, a mesa grande foi posta no salão da Junta de Freguesia, no passado dia 11 de Dezembro.
Quer pela entrega da organização e pelas prendas que se trocaram; quer pelos sonhos que se avivaram e pelos desejos retribuídos de boas festas; quer pelo empenho dos elementos da Tuna Popular Lousense que (em honra de velhos tempos) ofereceram o espectáculo musical, o espírito de partilha esteve presente em mais um Natal das Mós.
Para os menos atentos ou para os que não sabem como fazer festa, a receita é esta:
Para os menos atentos ou para os que não sabem como fazer festa, a receita é esta:
Sirva-se o bacalhau cozido com couves e batatas cozidas (prato quente) e regue-se com bom azeite. Acompanhe-se com bom vinho (das Mós de preferência). Junte-se-lhe o incomparável arroz-doce das Mós (como sobremesa). Deixe-se envolver fraternalmente no calor associativo, e delicie-se com tudo isso aproveitando a música e a classe da juventude de terceira idade da Tuna Popular Lousense. O resultado obtido só pode ser, incomparavelmente, superior.
No final, cantou-se o hino da Associação, com desejos de Boas Festas e de um Ano Novo Feliz.
Ver Fotos Aqui No final, cantou-se o hino da Associação, com desejos de Boas Festas e de um Ano Novo Feliz.
14 dezembro 2010
Festa da Nossa Senhora da Soledade
-Padroeira das Mós-
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| Foto de MCQ |
Verão de 1972.
As férias estavam a acabar e dentro de poucos dias as aulas começavam. Nada demoveria a vontade de meu pai: passar o dia da Festa das Mós. Era o colmatar dum período de plena felicidade para ele. E, assim, tudo acabaria em festa!
As férias na aldeia eram obrigatórias, tal como era obrigatório visitar os familiares mais velhos ainda vivos, saborear o pão, a água, os figos, as laranjas, as uvas… e tantas outras coisas que aquela terra nos oferecia e, particularmente a ele, a quem dava o verdadeiro sentido da vida e a alegria de ainda as poder saborear. Embora sempre pensasse que aquele seria o último ano que ali iria, provavelmente.
Lembro-me que regressávamos sempre naquela segunda feira: a segunda-feira do terceiro Domingo de Setembro.
Agosto tinha sido um bom mês de férias e de descanso, um mês rico em “matar as saudades” e avivar as recordações dos tempos passados, de histórias que trespassavam dos mais antigos e das memórias dos anos de crianças, dos pais, dos avós e bisavós.
E também era o mês dos “primos”. Vinham de todos os lados do mundo e traziam consigo novas gerações.
Os primos eram sempre muitos contudo, em Agosto ainda eram mais.
Os tios… esses estavam sempre iguais e contavam sempre as mesmas histórias nos afectos que transmitiam.
Agosto chegava ao fim. A aldeia estava cheia de forasteiros e emigrantes: uns de França, outros da Suíça, outros da Alemanha, outros da Capital ou do Porto…
Uns vinham à Festa da terra das suas mulheres, outros dos seus pais, outros vinham para a sua Festa na terra Natal. Era uma Festa muito especial: Festa da Nossa Senhora da Soledade.
Era a Festa mais importante de todas. A Festa em que a presença de cada um era fundamental. Por isso, no Terceiro Domingo de Setembro, todos os Mosenses tinham que estar nas Mós.
06 dezembro 2010
"Clarinda Polido" por Maria Cristina Quartas
Lá longe, na estrada, avistava-se a camioneta, que se ia aproximando com o “apitar” em constante sinalização.
- “É o chicheiro?”
- “Não. É o Padeiro. Oh Alda, vem aí o Padeiro.”
- “Da Horta?”
- “Não. É o padeiro de Freixo de Numão”.
Clarinda andava de um lado para o outro e começava a ficar agitada com a movimentação.
Enquanto esticava as mangas e as prendia com as mãos, ou puxava para cima e cruzava os braços, falava sozinha.
A camioneta aproximava-se lentamente para dar tempo às pessoas para descerem as calçadas de terra batida e se juntarem no largo. Passava no lavadouro, na fonte e subia em direcção ao Largo do Terreiro sempre a “apitar”.
O povo ali estava em fila desordenada, mas todos sabiam a sua vez.
Uns pediam um pão de centeio, outros de quatro cantos, outros perguntavam se trazia bolas de azeite.
O pão era como uma broa grande. Convidativo a ser fatiado e a juntar-lhe um naco de queijo de cabra ou a acompanhar com um cacho de uvas doces daquele vale de Sta. Bárbara.
Clarinda aproximava-se da camioneta e, com o olhar vago, parecia querer ver o que ali se passava, fazer sentir a sua presença e sentir um pouco do calor das pessoas.
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