25 junho 2009
Torneio Jogo da Malha em Valongo
A Comissão de Festas 2009 promove no dia 4 de Julho (em Valongo) no recinto da capela de S. Bartolomeu, um Torneio de Jogo da Malha no âmbito das festas em honra da Sra da Soledade.
23 junho 2009
S.Pedro (cartaz)
17 junho 2009
O VII ENCONTRO/CONVÍVIO DOS NATURAIS E AMIGOS DAS MÓS
Por decisão dos dirigentes da A. C. R. “As Mós”, este evento teve lugar num espaço aprazível da Quinta do Vaquinhas, situada na Charneca da Cotovia, concelho de Sesimbra, recinto graciosamente cedido pelos seus beneméritos
proprietários, após as necessárias diligências desenvolvidas por elementos da direcção da Casa do Concelho de Foz Côa, gente que não se fez rogada para continuar a colaborar com a organização deste Encontro de maneira tão generosa que a todos nos deixou penhorados. Como símbolo imperecível desta cooperação ficará o prato de barro com o emblema da Casa do Concelho oferecido à Associação mosense. Bem - hajam eles!
No que ao repasto diz respeito, cada imagem vale por mil palavras…O que não ficou devidamente retratado foi a abnegação de quantos trabalharam para que este Encontro se processasse nas melhores condições possíveis. Para todos eles vão as devidas palavras de louvor.
Digno de registo é, também, o contentamento que todos sentimos ao revermos conterrâneos e/ou pessoas amigas, bem como a alegria contagiante que ali se viveu, mormente por parte de muita gente jovem, que com algumas vozes bem afinadas, se mostrou à altura da actuação musical do insubstituível Amigo Carlos Pedro.
O facto deste Encontro ter sido realizado no mês de Junho contribuiu para que se notassem algumas ausências, entre as quais avultaram as dos familiares mais próximos dos dois ilustres mosenses que, conforme o previsto no programa, estavam para ser condignamente homenageados a título póstumo. Como as referidas ausências impossibilitaram o ensejo de lhes serem prestados os devidos preitos, o porta-voz da organização, o Amigo José Alberto, através da instalação sonora, recordou os seus inolvidáveis nomes: José Bernardino Cabral, sócio fundador (Nº 1) da Associação e José Carneiro, nome bem conhecido por todos os mosenses seus contemporâneos, por ter sido uma das figuras mais carismáticas das Mós, durante várias décadas do século XX.
José António Prata Carneiro, nasceu na povoação das Mós há 85 anos (salvo erro). Filho único duma conceituada família, teve o privilégio de viver toda a juventude num tempo em que a sua querida terra natal passou por grandes transformações económicas e sociais. Sociável como era, conviveu com várias gerações de mosenses, integrando grupos mais ou menos “tertulianos”. E observador muito atento, soube recolher com muita argúcia elementos etnográficos e outros que deixam perceber a vida que então se vivia nas Mós, mormente nos seus aspectos mais lúdicos. E para comprovar isto mesmo, bastará ler as “Recordações” que ele deixou entre as páginas 152 e 158 da última edição da Monografia Histórica que o Dr. Castelinho publicou.
Mas a sua colaboração com este seu amigo de sempre não se ficou por aqui. Em 1971, o Dr. Castelinho levou a cabo um primeiro ensaio da “Monografia sobre S. Pedro de Mós do Douro. E da página 8 à página 35, o autor fez deduções históricas e toponímicas com as quais o seu amigo José Carneiro não concordou (e não só). Com o amigo ausente em Angola, José Carneiro manifestou a sua discordância na rubrica “Murmúrios do Cano” publicada nos números 6 e 7 do “Caminheiro”, relativos a Fevereiro e Março de 1972. Com estes dois excelentes artigos convenceu o Dr. Castelinho a retirar as referidas deduções não só do texto da sua Dissertação para o acto de licenciatura em Ciências Históricas, mas também das futuras edições da Monografia Histórica que nos deixou.
Antes do fim do Encontro, o autocarro que trouxera os residentes nas Mós levou os seus passageiros a dar uma volta pela zona ribeirinha de Sesimbra e só depois do seu regresso começou a retirada dos participantes.
Após o regresso aos respectivos lares, todos ficarão à espera que o espírito de salutar confraternização que aqui prevaleceu volte a revelar-se (ainda com mais vigor, se possível) no VIII Encontro a realizar nas Mós.
José Gomes Quadrado
15 junho 2009
Mós - Terra de afectos
A Aldeia que não quer morrer
«No Distrito da Guarda, Concelho de Vila Nova de Foz Côa, existe uma pequena aldeia de seu nome Mós.
Nessa pequena aldeia vivem permanentemente cerca de 150 pessoas, não obstante uma maioria esmagadora dos que lá nasceram ou que são descendentes de naturais, residirem noutros locais. Terão partido, muitos deles, à procura de “melhores” condições de vida.
O curioso (talvez como na maioria das aldeias portuguesas) é que a aproximação, o amor à terra, continua inalterável e, nessa medida, procuram desenvolver iniciativas que mantenham viva as memórias da aldeia e as relações entre as suas gentes. Mais interessante ainda é o facto de muitos cidadãos que não tinham qualquer relação com a terra ou com as suas gentes terem criado afectos motivados pelas iniciativas em que meia dúzia de “carolas” vêm trabalhando há já alguns anos.
Para conhecer melhor esta aldeia, por sinal a meia dúzia de quilómetros da área de serviço de autocaravanas de Freixo de Numão, pode aceder AQUI a um Blogue que contem (entre outros) vários textos de josé Quadrado ou, não obstante estar já um pouco desactualizado, AQUI ou, ainda, AQUI.
O Papa Léguas tem estado em alguns destes Encontros de Mozenses que regista digitalmente. São fotos cujo interesse é restrito aos que de alguma forma participam nos Encontros ou que pela aldeia se interessam emocionalmente. Se não é esse o seu caso… passe à frente.
Na FOTO GALERIA II, que se situa no lado direito do Blogue do Papa Léguas, encontra os Álbuns referentes a alguns dos Encontros.»





















