24 maio 2006

8º Aniversário da A.C.R.“As Mós”

Alegria, Amizade e... Arroz-doce Com a capacidade de organização a que nos habituou, e com o inigualável espírito de equipa, só possível com gente apaixonada pela sua terra, a Associação de Cultura e Recreio “As Mós” festejou no dia 20 de Maio o seu 8º Ano de Existência. Na festa de aniversário da Associação, o povo das Mós viveu uma das mais belas manifestações de alegria, graças ao excelente desempenho do Rancho Folclórico Danças e Cantares de Campanhã–Porto, grupo convidado, a quem fora confiada a animação cultural da noite. O espectáculo proporcionado por este rancho de gente bonita, chegado às Mós num autocarro gentilmente cedido pela Câmara Municipal do Porto, foi de tal dimensão, que o salão da Junta de Freguesia se tornou pequeno para tão grande entusiasmo. A população presente, rendida ao encanto das danças e dos cantares, aplaudiu com fervor, e, quando convidada a tomar parte na roda, não se fez rogada, teve então oportunidade de fazer gosto ao pé e mostrar também o seu lado folião... Foi tempo de fazer festa, na festa da Associação. A noite, intensa de sensações e manifestações de amizade, tornou-se igualmente doce, pelo sabor servido no arroz adocicado (esmeradamente) pelas senhoras da organização. Agradado com o acolhimento que teve, e com a certeza de ter deixado nas Mós um pouco do que é seu, o Rancho de Campanhã despediu-se levando consigo o carinho e o reconhecimento de toda a gente. Em jeito de despedida, e com o fulgor que se lhe reconhece, “o grupo mosense da terceira idade” arranjou tempo ainda para cantar meia dúzia de cantigas... Era hora de fechar o pano à festa de aniversário. Mais do que o virar da página ao calendário de actividades, fazer anos com este dinamismo, é mérito daqueles que sabem servir. A Associação de Cultura e Recreio “As Mós” fez 8 anos!... Pois, que conte muitos... E a gente que veja.

05 maio 2006

ENCONTRÃO (encontro de vontades)

No passado domingo, dia 30 de Abril, todos os caminhos foram dar às Mós!... Para celebrar a amizade e o respeito que os une à terra, naturais e amigos das Mós marcaram este ano encontro para o torrão natal. Ao redor da sede da Junta de Freguesia, com a marca da A.C.R."As Mós" foi então implantado o palco daquele que, pela intensidade, carinhosamente passou a ser conhecido por ENCONTRÃO...
A aldeia acordou alegre e com sol... com sabor a vida... abriu os braços para receber os muitos amigos que chegavam... e ajeitou no peito lugar, como só a mãe sabe fazer, para alojar toda a alegria que advém de rever os filhos que voltam ou de olhar os netos que vê pela primeira vez!... As Mós tornaram-se assim, nesse dia, lugar de serventia para o lado de cá do sonho!... Lugar de encontro com a sua memória colectiva!... Lugar de encontro com a sua própria história!... Até o caminho-de-ferro, caminho de vida para muitos mosenses, teve no lugar do Freixo (Mós) a estação de referência para o desembarque de vontades.
Em simultâneo com o encontrão, esteve patente na Junta de Freguesia a exposição de artesanato “Miniaturas das Mós”, construções magnificamente executadas pelos artistas Aristides Fernandes e Acácio Barandas. O pão caseiro e os doces tradicionais, acompanhados por um vinho numantino, constituíram a venda dos “Sabores da NossaTerra”.
Já depois do almoço, no intervalo do espectáculo musical oferecido pelos grupos “Cantares das Mós” e “Sol na Eira”, a organização fez questão de juntar a este encontro uma singela mas sentida homenagem a três ilustres mosenses: O Sr. Padre Armando Ribeiro, antigo pároco das Mós, mentor de variadíssimas iniciativas que, na época, contribuíram valiosamente para o bem-estar social e espiritual da colectividade mosense; a Sra. Celeste Castedo, poetisa e cantadeira, que na juventude dos seus 85 anos continua a ser a principal animadora do Grupo de Cantares das Mós e a coreógrafa de várias representações realizadas na aldeia; e o Dr. José Quadrado, (Zeca para os amigos) autor de vários textos de investigação sobre a história das Mós, apaixonado pela aldeia e suas gentes. Este dedicado mosense, aproveitou para fazer nesse dia o lançamento de uma publicação de sua autoria, intitulada: "Mosenses do Passado e do Presente", que ofereceu à Associação de Cultura e Recreio “As Mós”, cuja receita revestirá para as obras da futura sede da Associação.
Fez-se encontro de vontades!... Degustou-se o repasto!... Saboreou-se a alegria!... Provaram-se novas amizades!... Aconteceu festa nas Mós, porque o coração assim o quis!... A tarde chegava ao fim. O regresso dos convivas aos seus locais de origem impunha-se. O coração, esse, ficava, uma vez mais, preso nas Mós. “Felizes aqueles que ainda moem, nas Mós, este gosto à saudade”.

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