17 dezembro 2006
Feliz Natal ! Feliz 2007 !
Quisera,
neste Natal,
armar uma árvore
e nela pendurar, em vez
de bolas, os nomes de todos os
meus amigos. Os amigos de longe, de
perto. Os antigos e os mais recentes. Os que
vejo a cada dia e os queraramente encontro. Os
sempre lembrados e os que às vezes ficam esquecidos.
Os constantes e os intermitentes. Os das horas difíceis e os
das horas alegres. Os que, sem querer, eu magoei, ou sem querer
me magoaram. Aqueles a quem conheço profundamente e aqueles de
quem conheço apenas a aparência. Os que pouco me devem e aqueles a
quem muito devo. Meus amigos humildes e meus amigos importantes. Os nomes
de todos os que já passaram pela minha vida. Uma árvore de raízes muito profundas
para que seus nomes nunca sejam arrancados do meu coração. De ramos muito extensos
para que novos nomes vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes. Uma árvore de
sombras muito agradáveis para
que a nossa amizade, seja um momento
de repouso nas lutas da vida. Que o Natal esteja vivo
em cada dia do Ano que se inicia para que possamos juntos viver o amor !!
Em 2007 muita saúde, paz e alegrias. Carlos Pedro
16 dezembro 2006
Postais das Mós (LVII e LVIII)
(Continuação)
" Na esteira da familia Ferreira, vieram outros grandes proprietários locais e concelhios a transformar velhos sumagrais e terrenos improdutivos em ubérrimos olivais, amendoais e vinhas.
Antes da chegada da familia Ferreira, a nivel concelhio e local avultavam uma aristocracia rural e/ou os seus herdeiros, que sempre viveram agarrados a vínculos ancestrais e outras regalias, tendo como residência permanentes vistosas habitações nas sedes dos concelhos regionais, no Porto ou em Lisboa. Entre estes avultava o poderoso Desembargador José Ignácio Pais Pinto de Sousa e Vasconcelos (1767-1831), que além de grande proprietário nas Mós, era também dono de muitas propriedades em Murça e em Freixo de Numão, onde era o senhor da "Casa Grande". E estou a crer que foi também o senhor do Chalé das Mós. Depois deste apareceram referidas outras familias, com nomes "sonantes", tais como: Seixas, Xavier, Castro, Vasconcelos...
Entre estes sobressaíu (algumas vezes pelas piores razões) o advogado freixiense Dr. António C. Pires de Vasconcelos, que ocupou lugares que lhe trouxeram nomeada e poder: foi chefe da maçonaria regional, deputado republicano, presidente da C.M. de Foz Côa, etc.. Deixou como principal herdeira nas Mós uma sua sobrinha casada com o Dr. João Pinto da Costa Leite (Lumbrales), que foi durante muitos anos "o braço direito" de Salazar.
(continua)
José Gomes Quadrado
10 dezembro 2006
Postais das Mós (LV e LVI)
(Continuação)
"Antes do oídio e sobretudo a filoxera terem dizimado as vinhas da Região Demarcada que então terminava no concelho de S. João da Pesqueira, chegaram à região actualmente abrangida pelo concelho de Foz Côa os avultados capitais e a grande capacidade de investimento do maior dos viticultores durienses. Refiro-me, concretamente, a António Bernardo Ferreira (tio e sogro da famosa D. Antónia, a “Ferreirinha”) que depois de adquirir os direitos sobre a Quinta das Figueiras aos condes da Lapa, em 1820, pôs ali a trabalhar continuamente várias centenas de operários que, só nos primeiros 13 anos, plantaram seiscentos mil bacelos! E a superfície cultivada foi sendo depois progressivamente alargada por iniciativa de D. Antónia, chegando a 1876 com uma “produção média avaliada em 300 pipas de vinho fino” (ou vinho do Porto), “30 a 40 de azeite e em 200 arrobas de amêndoa”. Sendo que: em anos anteriores, “chegou a produzir 600 pipas de vinho”(***). Depois, D. Antónia comprou ao município fozcoense terrenos baldios no “Monte Meão” a aí construiu a famosa “Quinta do Vale Meão”.
(Continua)
José Gomes Quadrado
02 dezembro 2006
O Magusto das Mós
No dia de S. Martinho: lume, castanhas e vinho
Como vem sendo hábito pelo S. Martinho, realizou-se nas Mós o tradicional magusto da Associação de Cultura e Recreio “As Mós”.
Assim, à volta da fogueira, tendo a castanha como pretexto, uma centena de naturais e amigos das Mós reuniu-se para conviver e saborear o entusiasmo do amor à terra.
Além das tradicionais enferretadelas, o evento contou ainda com febras, alheiras e vinho.
Ficou já marcado novo magusto para o próximo ano e, se possível também, com a presença daquele “remédio d’alma” surpreendente.
O ti’Adriano, com a graciosidade a que nos habituou, reservou para o final uma demonstração de como antigamente se corria o S. Martinho e, com várias campainhas nas mãos, em grande correria e numa algazarra medonha fez suar no pátio da escola muitos risos e lembranças de outros tempos. Dava-se razão ao provérbio: «Quem bebe no S. Martinho, faz de velho e de menino».
É o magusto das Mós também a reviver tradições, passatempos que é preciso não desprezar.
Porque a noite orvalhava, e a conversa prometia, sabemos que alguns a transferiram para outro lugar... e que durou até ás tantas.






















