26 Fevereiro 2012
4 Tempos do XI Passeio Pedestre
16 Fevereiro 2012
Promoção e Jogos Tradicionais
07 Fevereiro 2012
Passeio Pedestre 2012 - Cartaz
A participação no Passeio Pedestre é gratuita e aberta a todos os interessados.
Quem quiser participar no almoço é que tem que fazer a inscrição.
06 Fevereiro 2012
XIII Montaria ao Javali de Mós do Douro
Gualter Furtado
Açores, 06 de Fevereiro de 2012
Local: Mós do Douro – Encostas do Douro
Data: 4 de Fevereiro de 2012
Organização: Associação de Caçadores das Encostas do Douro
Matilhas: 16
Resultados: 16 Javalis cobrados
Data: 4 de Fevereiro de 2012
Organização: Associação de Caçadores das Encostas do Douro
Matilhas: 16
Resultados: 16 Javalis cobrados
A Associação de Caçadores das Encostas do Douro em colaboração com a Junta de Freguesia e uma vasta equipe de amigos realizou no dia 4 de Fevereiro de 2012 a XIII Montaria ao Javali de Mós do Douro.
Esta Montaria é um ponto de encontro de caçadores de todo o País e amigos de Mós do Douro e faz parte do património humano e da cinegética nacional. É uma autêntica romaria para um dos locais mais típicos do País onde somos sempre bem recebidos pelos amigos Ricardo, Ramiro, Rui, Luís Polido, Presidente da Junta de Freguesia, etc. A caçada é um pretexto para matarmos saudade dos amigos, saborearmos a fabulosa gastronomia local e encantarmos a vista com a beleza extraordinária do Douro. Este ano fiz-me acompanhar do meu companheiro de sempre o Cremildo Marques (o Barbas) e do grande caçador Dr António Tomás (industrial da famosa fábrica Santana que ao longo dos anos vem produzindo azulejos e paneis que muito valorizam o património nacional, mandou fazer um azulejo comemorativo desta Montaria). O Cremildo com a sua boa disposição e papel de leiloeiro dos javalis cobrados tem constituído uma forte mais valia para a Organização já que os porcos leiloados pelo Barbas rendem sempre mais, o que dá muito jeito à Associação de Caçadores que organiza a Montaria. Á nossa parte arrematamos 2 porcos ( 1 pequeno e outro médio ) para ajudar a Organização, fazermos um almoço no dia seguinte de Javali magistralmente cozinhado pelo Luis Polido e sua Esposa, para oferecermos ao Sr que nos alojou no anexo das antigas instalações do caminho de ferro de Mós do Douro e ainda sobraram uns pedaços para serem cozinhados em futuros encontros de amigos caçadores.
O dia esteve magnifico depois de um frio de rachar pedras e os cerca de 116 Monteiros acompanhados por 16 Matilhas cobraram 16 Javalis. Com alguns bons exemplares como o que foi cobrado por um Monteiro sénior (julgo que o seu nome é Marinho) e que se não é medalha de ouro fica por lá próximo. A presença de Mulheres Monteiras enriquece sempre esta Montaria indo um destaque especial para a Andrea Catarina. Presença constante nesta Montaria é também o Engº das navalhas que este ano nos acompanhou na visita à casa do Sr Luis Polido e no desmanchar dos javalis. Ele mais o mais o amigo João Ramiro “fartaram-se de trabalhar “. Trabalho altamente apreciado e comentado pelo nosso Grupo.
A montaria foi precedida por um esclarecedor discurso do Director Pedro Delgado que em breves palavras apelou aos caçadores para cumprirem com as normas fixadas, terem muita segurança, espírito desportivo e ética. Depois da caça o almoço da praxe servido numa sala repleta de caçadores. Enquanto observava aqueles caçadores todos questionava-me qual seria o futuro da caça a breve prazo com todas as dificuldades económicas e financeiras porque passa o País, as exigências da nova Lei das Armas, etc, vejo um futuro muito negro para um sector que quando vivido com ética e segurança é muito enriquecedor.
No dia que se seguiu eu mais o Cremildo fomos lá na zona caçar aos tordos com os profissionais Ricardo, João Ramiro, Salgueiro e António Tomás. Segundo estes especialistas o ano está a ser fraco, a culpa é do tempo que está a mudar em todo o mundo, obrigando os tordos a alterar rotas e comportamentos, e também resultado da pressão a que estão sujeitos nos Países onde iniciam a Migração e por outras paragens onde vão passando antes de chegar a Portugal. Confesso que este tipo de caçada nunca me atraiu muito, já que caçada que não meta cães para mim é meia caçada, isto não significa que não tivesse apreciado muito a mestria e arte de caçar dos amigos nossos anfitriões. É impressionante como com um assobio eles trazem o tordo lá do alto quase até aos canos da espingarda. Não era bem meio dia e para desespero do amigo Tomás já estávamos a abalar para o magnifico almoço de javali acima referido. O Tomás bem pregava “estamos a ir-nos embora na melhor hora “ e o Salgueiro bem os derrubava, mas trocar aquele melrinho por um almoço de javali não foi uma decisão difícil, que me perdoo o amigo Tomás (um companheiro formidável). No fim do almoço ainda tivemos tempo para visitar a igreja de Mós do Douro (com um altar em talha de madeira muito bem trabalhada) e tomar um café no estabelecimento local (que o Cremildo gosta muito de visitar) que nos manteve bem acordados até Mação e depois até Lisboa de onde regressamos aos nossos Açores.
Até para o ano Mós do Douro e amigos romeiros desta caçaria, se a Troika nos deixar voltamos para o ano, se não até um dia qualquer.
01 Fevereiro 2012
Património Rural e Paisagístico
“A memória de um povo reflecte-se na beleza do seu património”
Venha conhecer o Património Rural e Paisagístico da freguesia das Mós
23 Janeiro 2012
Coisas Boas
“A vida é como um eco, nós recebemos de volta aquilo que emitimos”
Experimentamos várias simpatias e manias para começar o ano bem – lembro das passas e dos desejos na passagem de ano. Com alguma fantasia até somos capazes de descobrir que o ano que findou nem foi mau de todo e, eventualmente, damos então importância aos desejos formulados.
Comemorar faz parte da festa. É bom celebrar a vida com os amigos e com os que nos rodeiam, como importante é o pensamento, a vontade de querer fazer coisas boas.
Trazemos hoje na imagem uma figuração de “coisas boas” feitas na nossa terra, com a consciência do muito que cada um de nós será capaz de fazer se existir motivação para tal.
“A vida é como um eco, nós recebemos de volta aquilo que emitimos”. Por isso, com vontade, saibamos construir em 2012 um ano de proveito com as coisas boas que, pessoal ou colectivamente, formos capazes de fazer.
Vamos a ele.
15 Janeiro 2012
Pessoas que vêm e que ficam
![]() |
| Quadro pendurado no comércio (soto) de Jesuina Ferronha |
Durante a nossa vida:
Conhecemos pessoas que vêm e que ficam,
Outras que, vêm e passam.
Existem aquelas que,
Vêm, ficam e depois de algum tempo se vão.
Mas existem aquelas que vêm e se vão com uma enorme vontade de ficar...Charles Chaplin
09 Janeiro 2012
"Noticias da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro"
Amigos:
Junto envio o artigo (pág.3) do jornal
"Noticias da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro",
escrito pelo Jornalista António da Costa
(presente na apresentação dos livros em Lisboa a 19/Nov/2011).
Este é o resultado da apresentação das minhas obras
e do Mário Anacleto.
Partilho convosco um dos momentos mais bonitos
desta minha caminhada como "pequena escritora".
Um forte abraço
Maria Cristina Quartas
Junto envio o artigo (pág.3) do jornal
"Noticias da Casa de Trás-os-Montes e Alto Douro",
escrito pelo Jornalista António da Costa
(presente na apresentação dos livros em Lisboa a 19/Nov/2011).
Este é o resultado da apresentação das minhas obras
e do Mário Anacleto.
Partilho convosco um dos momentos mais bonitos
desta minha caminhada como "pequena escritora".
Um forte abraço
Maria Cristina Quartas
03 Janeiro 2012
Quero tudo novo de novo...
Quero tudo novo de novo. Quero não sentir medo. Quero me entregar mais, me jogar mais, amar mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins-de-semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais.
Viajar até cansar. Quero sair pelo mundo. Quero fins-de-semana de praia. Aproveitar os amigos e abraçá-los mais.
Quero ver mais filmes, ler mais. Sair mais. Quero não me atrasar tanto, nem me preocupar tanto.
Quero morar sozinho, quero ter momentos de paz. Sorrir mais, chorar menos e ajudar mais. Quero ser feliz, quero sossego.
Quero me olhar mais. Tomar mais sol e mais banho de chuva. Preciso me concentrar mais, delirar mais.
Não quero esperar mais. Quero fazer mais, suar mais, cantar mais e mais.
Quero conhecer mais pessoas. Quero olhar para a frente. Quero pedir menos desculpas, sentir menos culpa.
Quero mais chão, pouco vão e mais bolinhas de sabão. Quero ousar mais. Experimentar mais.
Quero menos ”mas”. Quero não sentir tanta saudade. Quero mais e tudo o mais.
"E o resto que venha se vier, ou tiver que vir, ou não venha."
Fernando Pessoa
28 Dezembro 2011
Comissão de Festas Srª da Soledade - Mós 2012
Convocam-se todos os mordomos para uma reunião no próximo dia 07 de Janeiro de 2012 (sábado), pelas 15h30, a realizar no edifício sede da junta de freguesia.
Mós, 17 de Dezembro de 2011
Pela Comissão de Festas
José Alberto Velha Grifo
Nota: A presença de todos é importante
08 Dezembro 2011
Boas Festas
O "Blog dAs Mós" deseja a todos Boas Festas
![]() |
| Foto de presépio na sede da Freguesia de Mós - 2007 Honrarei o Natal em meu coração e tentarei conservá-lo durante todo o ano
(Charles Dickens)
|
28 Novembro 2011
Apresentação dos livros "A Caminho de Santa Bárbara" e "Trovador do Douro" em Lisboa
Apresentação dos livros A CAMINHO DE SANTA BÁRBARA
e TROVADOR DO DOURO
Na CASA DE TRÁS-OS-MONTES E ALTO DOURO
em Lisboa
Em 19 de Novembro de 2011
Exmos. Senhores
Presidente e restantes membros dos Corpos Sociais desta distintíssima Casa,
Senhor Presidente da Casa do Concelho de Foz Côa,
Minhas senhoras e meus senhores,
“A Caminho de Santa Bárbara”
A propósito dos temas desenvolvidos aqui pela co-autora Dr.ª Maria Cristina Quartas, telefonou-me há dias um mosense, comentando:
- Vê-se logo que as narrativas deste livro foram escritas por uma citadina!- Porquê? – Perguntei eu.
- Porque confunde a vizinha aldeia de Murça com as Seixas e não só… Depois escreve com pormenor aspetos corriqueiros da vida que se levava nas Mós; dá demasiada importância a coisas tão insignificantes como são: os pirilampos, os gafanhotos, as ervas secas, as unhas-de-gato, o trovisco, as malvas, o rosmaninho…Quase tudo a que faz referência são coisas mesquinhas para quem se criou nas Mós ou em qualquer terra da nossa região.
:
Ao escrever a narrativa “A Caminho de Santa Bárbara – 2ª Parte”, Cristina Quartas não teve a pretensão de apresentar um itinerário completo e rigoroso dos caminhos e das localidades que percorrera para chegar a Freixo de Numão e depois à aldeia de seu pai. O que mais nítido ficou na memória da retina foram: os bancos de pedra; as fontes de água fresca, límpida e leve; os lugares aprazíveis do caminho; as águas do Douro; o comboio a carvão que entrava num buraco (Túnel da Valeira e que chegava à Barca D´Alva). E ainda, os pombais que alvejavam nas encostas dos montes, as plantas silvestres, as cordilheiras de montanhas, o céu azul, os cheiros, os sabores… Depois, já quase no fim da viagem, refere que avistara, lá no alto, a capelinha de Santa Bárbara.
Com esta e outras descrições, longe de traçar itinerários, ao recordar estes e outros olhares de menina, apresenta-nos algo que eu designaria de “Roteiro Sentimental”, na medida em que os “caminhos” que persistem no seu imaginário são os que invariavelmente conduziram o seu expectante sentimentalismo aos cimos do Vale Trigo, ao velho caminho de Santa Bárbara, que findava numa das típicas ermidas que, na lira sublime de Guerra Junqueiro, são:
Como ninhos virgens d`orações piedosas,
miradouros brancos de luar e rosas
d`onde as almas simples entrevêem Deus.
Para quem é tão sensível como a Dr.ª Cristina, as coisas simples têm um significado mais relevante do que para as pessoas comuns. Assim, para além dos bichinhos e das ervinhas pelos quais ela mostrara interesse em conhecer quando veraneava nas Mós, sendo criança ou adolescente, dezenas de anos depois, a mulher sensível, ao mesmo tempo que relembra coisas tão singelas como as atrás referidas, acaba por nos revelar que ficou muito impressionada com o ser humano mais simples que vive nas Mós: a deficiente Clarinda. E tão sensibilizada ficou, que acabou por lhe dedicar uma enternecedora crónica, que repetidamente publicou e agora está presente neste livro, entre as páginas 105 e 109.
A questão que o meu interlocutor só implicitamente me colocou tem a ver com um facto social que é o seguinte: a nossa prima Cristina não passou pela mesma socialização primária que nós passámos, ou seja, não foi submetida ao mesmo processo psicossocial, através do qual formámos a nossa personalidade de base, sobe a influência, primeiro, do ambiente rural e depois, do meio urbano, integrando-nos no conjunto de pessoas que poderemos designar de aculturadas.
A “aculturação” da prima Cristina foi incipiente. Nascida e criada na cidade do Porto, não viveu, portanto, no seio duma família rural, nem em contacto com companheiros de brincadeiras mosenses como nós vivemos e brincámos. Deste facto resultou a dificuldade que ela sentira em compreender o afinco que prendia o pai à terra que o vira nascer e crescer até aos 17 anos de idade. Não sabia que os liames que o prendiam às Mós eram os amores que deixou no ambiente campestre e amigo, que sendo muitos, são difíceis de enumerar: as cores do céu e das paisagens, a luz fresca da manhã, a música dos pássaros, os companheiros e os jogos de diversão… Enfim, uma inumerável quantidade de amores que cabiam na saudade de Adérito Quartas e que só o incomparável Trindade Coelho soube definir no livro “Os Meus Amores”.
Além do hierónimo Santa Bárbara, dois topónimos avultam também nas narrativas da Drª Cristina Quartas: Castelo e Vale Trigo. Importará saber porquê.
Três gerações de ascendentes seus conheci eu, habitando dezenas de anos no vetusto casario do Castelo, situado na base do alto de Santa Bárbara e a partir dos primeiros anos da década de 70, seu pai passou a veranear com o agregado familiar nos cimos do Vale de Trigo, na vertente do lado poente do monte de Santa Barbara. E foi neste sítio, desviado do casario da povoação, que a menina Cristina Quartas recolheu as impressões que produziram nela os efeitos suficientes para as transformar em narrativas como: “A Panela das Três Pernas, O Mistério da Noite e dos Prazeres da Alvorada, Momentos Majestosos e ainda, “A Caminho de Santa Bárbara” -1.ª e 2ª partes.
Além da riqueza do vocabulário, as crónicas de Cristina Quartas apresentam alguns apontamentos com apreciável interesse etnográfico e sociológico, mesmo sendo ela psicóloga por formação.
A partir de 2009, passou a visitar as Mós com alguma frequência, participando na Festa anual e noutros eventos que ali têm vindo a ser realizados. E regressando às raízes, terá começado a congeminar a produção deste livro, não só com co-autoria mas também muito influenciada pelo lirismo do grande poeta e seu amigo Professor Mário Anacleto, depois dela lhe dar a conhecer o seu repositório de recordações e reminiscências, a memorização dos olhares duma criança e duma adolescente citadina que estanciava nas Mós, sobretudo nos anos 70 do século passado. Com efeito, cerca de metade das suas crónicas e narrativas resultam do esforço da vontade sobre a memória e algumas delas apresentam um abraço da realidade com o sonho.
Depois de ter incutido no Poeta a simpatia pelas Mós e pelos seus cenários de presépio, conseguiu criar condições que o levaram a visitar a nossa aldeia. E então terá ficado incomensuravelmente apaixonado por ela. Enternecido, produziu mais de três dezenas de inspirados poemas, compilados no livro póstumo o “Trovador do Douro” e com os quais a Dr.ª Cristina (ao compilar o outro livro) ornamentou os seus textos, tal como fez com as lindíssimas e apropriadas fotografias que muito favorecem o conjunto.
O Professor Mário Anacleto deixa transparecer no lirismo das suas estrofes, sentimentos sublimes, desejos e afectos incomensuráveis. Em ambos os livros ressaltam os poemas do grande poeta, musico e cantor, portanto um autêntico e grande Trovador. Pena é que tenha partido tão cedo!
Nos seus versos exprime os sentimentos da alma com um lirismo muito elevado, inspirado pelas Mós e pelos seus cenários de presépio, como atrás foi referido. Ficou apaixonado pelo que aqui viu e sentiu. Com muitos outros terá acontecido outro tanto, só com uma grande diferença: enquanto o Poeta verteu o seu deslumbramento nas suas belas estrofes, os outros tiveram que se resignar com a consagrada síntese de Santo Agostinho: “Sabemos o que é, mas não sabemos dizer como é”.
Tenho dito,
José Gomes Quadrado
22 Novembro 2011
Magusto de S. Martinho - Mós 2011
“Grande Magusto. Grande noite de fado pelo Zé Andrade (Zé Maluco)" - José Alberto Velha Grifo
Manda a tradição que o dia de S. Martinho se comemore com castanhas e
vinho. Assim aconteceu no dia 12 de Novembro, uma vez mais numa organização da
Associação de Cultura e Recreio “As Mós”.
A tarde começou trazendo nuvens ameaçadoras de molhar a festa, mas foi clareando com a aproximação da hora marcada para o início do magusto, pois, quando as 16h00 chegaram, as nuvens deram lugar ao sol que, mesmo envergonhado, propiciava um tempo de autêntico Verão que se diz ser de S. Martinho.
No largo associativo das Mós, fronteiro à Associação e ao Centro
Social, a comida, a conversa e a brincadeira preencheram as horas que se
mostraram pequenas para saborear a amizade entre os 120 convivas.
A serenidade da tarde havia de ficar noite dentro, aquecida, não só
pelo vinho e pelas castanhas assadas mas também pela contagiante demonstração
artística do Zé Andrade (zé maluco): - Fados... "em DÓ maior"...
Eufemismos, do outro lado da vida.
Cientes da importância anímica e social que estes eventos representam, endereçamos os parabéns à organização e ao povo das Mós por mais esta demonstração de bairrismo.
Cientes da importância anímica e social que estes eventos representam, endereçamos os parabéns à organização e ao povo das Mós por mais esta demonstração de bairrismo.
18 Novembro 2011
Finalmente em Lisboa
No final será oferecido o tradicional "Douro de honra" (Porto de honra)
Conto com a tua presença !
Vem participar e conhecer uma terra mágica! - Mós (Vila Nova de Foz Côa)
Até lá....
Um forte abraço
Maria Cristina Quartas
03 Novembro 2011
Magusto de S. Martinho 2011 – ACR "As Mós"
À semelhança dos anos anteriores, a Associação de Cultura e Recreio "As Mós" vai realizar o tradicional Magusto de S. Martinho.
Será no dia 12 de Novembro, sábado, pelas 16h30.
Pretendendo ser mais do que uma realização associativa, o motivo principal do magusto é o convivio entre a população. Por isso aproveite, venha, faça uma visita a aldeia e dê a si mesmo o prazer de, connosco, celebrar a amizade.
25 Outubro 2011
Comissão de Festas Sra da Soledade - Mós 2012
Por razões logisticas, a reunião agendada para o dia 13 de Novembro (domingo), foi antecipada para o dia 12 de Novembro (sábado), pelas 21h00, a realizar na sede da junta de freguesia.
Mós, 24 de Outubro de 2011
Pela Comissão de Festas
José Alberto Velha Grifo
16 Outubro 2011
Idosos das Mós no CINECOA
"Na bela tarde do dia 29 de Setembro, um pequeno grupo de idosos do Centro Social e Paroquial das Mós, com o apoio da Câmara Municipal, participou na primeira edição do CINECÔA - Festival Internacional de Cinema de Foz Côa.
Muito encantou (porque repleto) o pequeno e acolhedor auditório do Museu do Côa, onde podemos visualizar dois documentários: “Viagem ao coração do Douro: Terra onde Nasci ” de João Botelho e “Côa, Rio das Mil Gravuras” de Jean–Luc Bouvret.
Os sorrisos denotam a satisfação do grupo em participar neste evento."
09 Outubro 2011
Comemoração do Dia Internacional do Idoso
De modo a assinalar mais uma vez o Dia Internacional do Idoso, os “seniores” das Mós desfrutaram de um passeio pelo nordeste transmontano.
08 de Outubro de 2011
Saíram das Mós pelas 08h30, tiveram a 1.ª paragem na praia fluvial do Azibo (Macedo de Cavaleiros) e seguiram com direção a Bragança. O almoço foi servido na localidade de Nogueira. No regresso, atravessaram a Serra com o mesmo nome e fizeram passagem por Vinhais, Rebordelo e Mirandela. Aqui, foi feita uma paragem para retemperar forças. Regressaram por volta das 19h00.
Este ano a participante com mais idade foi a Sra. Amélia Ferreira, tendo nascido no lindo ano de 1923.
(JFM)
(JFM)
Ver Fotos Aqui
06 Outubro 2011
Adelino Augusto Ramos Moutinho
Constituído maioritariamente por medalhas e certificados de participação em provas de atletismo diversas, mas também por equipamento e fotografias dos momentos mais significativos da sua carreira, está patente em exposição na sede da Associação de Cultura e Recreio “As Mós” um vastíssimo espólio de Adelino Augusto Ramos Moutinho.
Natural das Mós, Adelino Moutinho achou assim por bem mostrar aos seus conterrâneos o percurso desportivo e profissional ao qual dedicou enorme empenhamento.
Ver Fotos Aqui
26 Setembro 2011
CINECOA - Festival Internacional de Cinema de Foz Côa
A primeira edição do festival é uma verdadeira celebração do vasto
território que é o Douro Superior, com a exibição de mais de 20 filmes,
10 dos quais rodados na região.
CINECOA destina-se a ser uma manifestação cinematográfica de projecção internacional e concentrará este ano a sua programação em filmes portugueses de grande qualidade, dos primórdios do cinema aos nossos dias
CINECOA destina-se a ser uma manifestação cinematográfica de projecção internacional e concentrará este ano a sua programação em filmes portugueses de grande qualidade, dos primórdios do cinema aos nossos dias
20 Setembro 2011
Festa 2011
"O terceiro domingo de Setembro é portanto o grande dia da gente das Mós. Estejam onde estiverem, esse dia não é esquecido, e quer em presença fisica quer espiritualmente todos os seus naturais comungam na devoção a Nossa Senhora da Soledade, tendo bem presente o dia da festa da sua aldeia..."
"As festas de Nossa Senhora da Soledade"
in, Monografia Histórica de Mós do Douro - Joaquim A. Castelinho, 1978
in, Monografia Histórica de Mós do Douro - Joaquim A. Castelinho, 1978
Ver fotos da Festa Aqui...
06 Setembro 2011
Cartaz da Festa 2011
"Abençoados sejam os mosenses que legaram aos presentes relíquia tão linda tão encantadora como invulgar, pois ela continua a ser o grande padrão de glória e de orgulho da boa e católica gente de Mós do Douro...
E por herdeiros desta tradição, não se deve tomar apenas o punhado de ascetas que moureja o ano a fio das magras e escabrosas courelas da freguesia.
Legitimos herdeiros dessa devoção são também os seus filhos, os seus parentes, os seus amigos que por esse mundo além, roídos de saudades, angariam o pão de cada dia.
(...)
Filhos queridos dessa terra são também aqueles que impossibilitados de comparecer a essa confraternização abençoada, verterão no 3º domingo de Setembro uma lágrima de saudade..."
Gomes Quadrado - A Festa da Srª da Soledade,
in "O Fozcoense" de 15/9/1968
31 Agosto 2011
Jornal Notícias de Freixo de Numão- O REENCONTRO DOS NATURAIS E AMIGOS DAS MÓS
Aproveitando para saudar o Jornal "Notícias de Freixo de Numão" na pessoa do seu director António Sá Coixão, mostramos foto da notícia nele publicada na edição Julho/Agosto sobre o 9º Encontro Convívio dos Naturais e Amigos das Mós.Esperamos que a ACDR, proprietária do Jornal, ultrapasse depressa as dificuldades actuais de sustentabilidade para que possamos rever-nos por muito mais tempo na cultura democrática exercida pela colectividade nestas três décadas, pautadas por uma dinâmica associativa de referência nacional.
[Clique na imagem para aumentar]
30 Agosto 2011
3º Ramalhete de Quadras Populares
26 Agosto 2011
Arte Sacra de Foz Côa, Santo Amaro e MÓS
Local: Sala de Exposições do Centro Cultural
Organização: Fozcôactiva, E.E.M
25 Julho 2011
Visita ao Museu do Côa
Visita ao Museu do Côa
07 de Agosto de 2011 (Domingo)
A Junta de Freguesia vai organizar uma visita ao Museu do Côa, na manhã do próximo dia 07 de Agosto de 2011.
A saída das Mós está prevista para as 08:30 horas e o regresso para as 12:30 horas.
A saída das Mós está prevista para as 08:30 horas e o regresso para as 12:30 horas.
Os interessados deverão inscrever-se na Junta de Freguesia. As inscrições são gratuitas e limitadas ao n.º de lugares do autocarro.
18 Julho 2011
Portugal em Miniatura - Exposição
Aristides Fernandes natural de Mós do Douro, Vila Nova de Foz Côa, apresenta através do seu paciente labor cenas de um quotidiano de infância, em escala reduzida, mas fidelizando o pensamento através de casas típicas e outras marcas da vida duriense de antanho. O lagar de azeite, forno comunitário, oficina do ferrador, são algumas das miniaturas do artesão que incluem também as gentes com os seus instrumentos de trabalho permitindo observar toda a ritualização de uma sociedade tradicional. Os seus trabalhos estão patentes no Portugal dos Pequeninos e na exposição permanente Casa da Criança do Centro de Estudos de Santo António, em Coimbra.
Autor: Aristides Fernandes
Local: Sala de Exposições
Centro Cultural de V.N. de Foz Côa
Organização: Fozcôactiva, E.E.M
17 Julho 2011
Diploma "Associativismo e Solidariedade"
[Na passagem do seu 31 aniversário, a ACDR de Freixo de Numão galardoou, com um Diploma Dourado de "Grande Ordem de Mérito", colectividades e pessoas que se têm dedicado à promoção e desenvolvimento do "Associativismo e Solidariedade".
Um gesto simples mas significativo, talvez uma justa recompensa, para pessoas mais ou menos anónimas que no Concelho de Foz Côa labutam no dia-a-dia, por carolice, para não deixarem morrer a solidariedade nas suas terras e servirem as suas gentes.
Num mundo cada vez mais egoísta, é salutar fazer ver a todos os que lutam que a sua dedicação a causas nobres e sociais ainda é reconhecida.
(Segue-se a publicação dos nomes)
Entre eles: Associação de Cultura e Recreio "As Mós" e Junta de Freguesia de Mós do Douro]
in Notícias de Freixo de Numão - Maio/Junho 2011
06 Julho 2011
VI Convívio de Portistas nas Mós
Realizou-se no passado dia 18 de Junho de 2011 o VI Convívio de Portistas da freguesia das Mós, concelho de Vila Nova de Foz Côa, este ano e devido ao elevado número de inscrições, cerca de uma centena de pessoas, o evento teve lugar no salão da Junta de Freguesia das Mós. O serviço de restauração esteve a cargo do Restaurante Lagar, da Dª Conceição Ferreira, que mais uma vez, ela e toda a sua equipa, estão de parabéns pelo excelente serviço prestado. O evento foi ainda abrilhantado pela presença do Reinaldo Monteiro e Fernando Leitão com as respectivas concertinas, acompanhados ao bombo pelo Sr Manuel Pinto.
Além das Mós estiveram presentes adeptos portistas da Mêda, da Guarda, de Freixo de Numão, de Sebadelhe e, como não podia deixar de ser, a delegação da cidade de Vila Nova de Foz Côa que este ano bateu o recorde de presenças com cerca de 30 elementos.
Os convivas agradecem ao Sr Agostinho Sardoura e à firma Fm.Brindes a oferta da lembrança (caneca), ao restaurante Lagar e sua equipa, à junta de Freguesia das Mós e a todos que directa ou indirectamente colaboraram nesta iniciativa.
"Para o ano há mais!"
"Para o ano há mais!"
Daniel Soares
Clique na foto para ver as fotos
30 Junho 2011
Quase um Poema de Amor
14 Junho 2011
O REENCONTRO DOS NATURAIS E AMIGOS DAS MÓS
Clique AQUI para ver as FOTOS
Como fora previamente anunciado, o 9º Encontro / Convívio dos Naturais e Amigos das Mós realizou-se no passado dia 11 de Junho, e pela terceira vez a Confraternização teve lugar no amplo recinto anexo ao edifício dos Missionários da Consolata no Alto da Maia – Ermesinde.
Cerca das 11horas e 30, chegou o autocarro proveniente das Mós e a vastidão da área disponível contribuiu para uma extraordinária dispersão dos convivas, de tal modo que ninguém diria que estavam presentes mais de duas centenas de participantes, um número considerável se levarmos em linha de conta que este é o nono encontro consecutivo, levado a cabo pela nossa prestimosa Associação.
Antes e durante a refeição festiva, formaram-se dezenas de grupos de pessoas com maiores afinidades, para conviverem mais estreitamente durante meia dúzia de horas.
Comeram-se fresquíssimas sardinhas assadas, carne de porco assado no espeto, frango assado e batatas fritas… Tudo bem regado com o delicioso vinho da nossa Terra. Os abstémios e os mais doentes tiveram à sua disposição sumos e outras inofensivas bebidas. E como não podia deixar de ser, foram “comes e bebes” à discrição, sem restrições, como sempre…Depois do repasto, a maioria dos convivas aproximou-se da mesa onde estavam expostos os livros: “A Caminho de Santa Bárbara” de autoria da Mosense do coração, Dr.ª Maria Cristina Quartas e o “Trovador do Douro”, obra póstuma do distinto dourófilo Professor Mário Anacleto.
Pelas 16 horas, o nosso habitual “pivot” (o Amigo José Alberto) convidou os presentes a deslocarem-se para o anfiteatro a fim de ficaram mais perto do palco, situado na parte inferior do recinto, onde começariam por ter lugar os programados recitais das irmãs Quartas.
29 Maio 2011
IX Encontro/Convívio dos Naturais e Amigos das Mós - (Programa)
O PRINCÍPIO DO FIM DOS COMBOIOS NA NOSSA REGIÃO
Foi em Setembro de 1979!
Aquela era mais uma das viagens que, desde menino, me permitiam passar férias em Setembro: primeiro, nas Mós; (uma vez) no Pocinho; mais tarde em Mogadouro e em Lagoaça. Viajar de comboio sempre foi para mim quase uma obsessão (certamente por ser filho do primeiro maquinista nascido nas Mós). Com efeito, fora sempre nele que invariavelmente viajava no mês de Setembro do Porto ou de Lisboa para os destinos acima referidos. Mas nunca (em mais de quarenta anos) como naquele Setembro me sentira não só desiludido mas também amargurado com a maneira como nos obrigaram a viajar.
Embarcáramos em Campanhã cerca das 10 horas, no comboio que, então, terminava a sua marcha na estação de Barca D`Alva.
Nós desembarcámos no Pocinho pois, daquela vez, o nosso destino era Lagoaça. E as nossas agruras começaram no transbordo. Com efeito, quando chegámos à plataforma da linha de Vale do Sabor, deparámos com o lastimável espectáculo protagonizado por passageiros: homens, mulheres e crianças iam de roldão, atropelando este mundo e o outro, na ânsia de apanhar um lugar menos mau numa das duas acanhadas carruagens que, com dois vagões e uma automotora, formavam a composição mais obsoleta e inconcebível que jamais os meus olhos viram!
Não querendo sujeitar a minha mulher e a minha filha aqueles atropelos, procurei no meio da confusão o chefe da estação, para que ele me explicasse a razão de ser de algo que me parecia mais absurdo, e perguntei-lhe: -Se esta composição leva aquela automotora a reboque, por que diabo proíbem a entrada nela, se a gentiaga nas carruagens vai ali capaz de se matar?!
A esta observação, o chefe da estação, laconicamente, respondeu: -- São ordens, amigo, são ordens…
Não lhe perguntei mais nada. Agarrámos a bagagem e rompemos para o meio da confusão a disputar um lugar no varandim duma das quase repletas carruagens, sem mais tugir nem mugir – que a protestarmos por tudo o que ali víamos mal feito, punha-se a gente maluca!
Ler mais »23 Maio 2011
Agora no Porto: "A Caminho de Santa Bárbara" e "Trovador do Douro"
XIII Aniversário da A.C.R. "As Mós"
Música Popular em dia de Aniversário
À semelhança das iniciativas promovidas em anos anteriores para comemorar o seu aniversário, a Associação de Cultura e Recreio “As Mós” levou a efeito mais uma noite cultural. Dia 21 de Maio, na comemoração do XIII Aniversário, subiu ao palco do salão da Junta de Freguesia das Mós o Grupo de Concertinas “Clave de Sol” de Penaverde.
Com o inicio do espectáculo agendado para as 21h30, associados e público em geral assistiram durante duas horas ao entusiasmo musical e simpatia deste grupo. A entrada era livre.
Com o inicio do espectáculo agendado para as 21h30, associados e público em geral assistiram durante duas horas ao entusiasmo musical e simpatia deste grupo. A entrada era livre.
No final, depois dos agradecimentos feitos à organização e aos presentes pelo acolhimento que lhes foi dispensado, antes de iniciarem o caminho de regresso ao concelho de Aguiar da Beira, os elementos do grupo tiveram ainda oportunidade de passar pela "farmácia do Luís" onde lhes foi administrada uma dose individual de substrato "dos deuses" adocicado.
Felicitamos a Associação por mais um ano de vida, desejando que não lhe falte vontade para prosseguir na senda cultural que nos habituou.
13 Maio 2011
Foz Côa - "A Caminho de Santa Barbara"
05 Maio 2011
XIII Aniversário da ACR "As Mós" - Programa
30 Abril 2011
Mensagem do meu coração
Encosto à janela minha face pousada nas minhas mãos. Olho através da vidraça, faz calor. Uma lágrima furtiva rola até ás mãos...solto-me desta minha realidade e deixo-me vaguear por aqui e por ali. Mas...que saudade tão no hoje! De passado que embora longe faz-me sentir o cheiro a terra quente, o trautear do burrinho nas fragas, os sininhos do rebanho pela montanha acima, o eco da voz do pastor empurrando seu gado, o galo que canta e o som do sino da igreja...Tudo está ali em meu coração! Tudo tão presente! Movo meu corpo e entro na cozinha. Logo me vem o cheiro daquela sopa que dentro da panelinha de ferro pousada nos seus três pés deixa inalar o cheiro a grão...
Sinto muita saudade! Saudade de meus avós que pela força das circunstâncias só via durante um pequeno período quando estava de férias.
Mas que ansiedade eu sentia na aproximação desse mês, Setembro, quando já de férias esperávamos o comboio em S. Bento e embarcando, só chegaríamos à estação de Freixo de Numão ao cair da tarde! Tremia ao aproximar da estação. Depois avistávamos o avô Manuel, santo homem, paciente, que a ninguém fazia senão cumprir todas as obrigações para que nada nos faltasse!
Ler mais »26 Abril 2011
A Caminho dos Montes - (Paulo Almeida)
Com sono, de partida para o mundo das lembranças, não resisto a deixar no gabinete algumas fotografias tiradas do paraíso, donde se miram as estrelas.
É muito suave a brisa que me balouça em carreiro agitado, pelas margens do Douro, errante no traçado de aço que alberga comboios e ilusões. Mais uma vez sigo viajem, na companhia do rio, com o passado e com o presente, com a paisagem circundante, de casas e seus residentes, para um reencontro com a emoção. Ao desfolhar umas folhas velhas imprimidas, desvendo, ainda em silêncio, as palavras de um mosense para quem o tempo, as gentes e todas as outras coisas são evocações a malhar a idade. Cerro os olhos e permito que o pensamento regrida para um qualquer ocaso perdido, em Setembro há muito passado.
Do cimo do monte, o manto retalhado dos campos e o traçado do xisto confere uma magia de diorama à paisagem transmontana. Aqui se percebe, melhor que em qualquer outro lado, a beleza perfeita do delineamento entre o céu e as montanhas. Do verde ao azul, utilizei colorações para retratar este instante, mas a minha paleta de cores talvez não pareça na sua totalidade. O desenho está, contudo, incompleto. Falta, e faltará sempre, lembrar os que descansam, os antepassados, que o incontornável destino e a influência poderosa do tempo não permitiu a vida perdurar.
De costas para o Douro avisto a árvore, outrora mais idosa e frondosa, com a rosácea aberta a espiar arregalada, espantando-se de tudo e sem saber porquê. O Terreiro, largo e sombrio, mostra-se indiferente aos arrufos do sino da igreja, melindrado com o tic-tac do tempo. Daqui, a povoação parece longe, e ela, afinal, está acolá, bem perto, do outro lado da memória. Lá ao fundo, se prestar bem atenção, ouve-se o som dos cascos nas pedras gastas e delicadas, a caminho do fontanário, e no tanque, um grupo de velhas coscuvilham, tagarelando sobre tudo e sobre todos, enquanto esfregam o sabão nos lençóis. E é o som do vento que cria o silêncio, por entre a solidão tranquilizante de um final de tarde quente de Verão, que daqui, junto a Santa Bárbara, senti as Mós, cada vez mais distante, cada vez mais a leste do meu coração e incontornavelmente perto de mim.
Ler mais »24 Abril 2011
Agradecimentos: Dia 23/Abril
Em nome do Professor Mário Anacleto, agradeço de igual forma, toda a homenagem prestada e as palavras verdadeiramente sentidas ditas à sua obra e ao seu valor.
De igual forma, o que foi referido em relação a mim....
Agradeço as presenças honradas dos Representantes da Câmara de Vila Nova de Foz Côa, Presidente da Junta de Freguesia de Mós, do Governador Civil da Guarda, do Padre Ferraz- Arcipreste de Foz Côa, à ACDR de Freixo de Numão- Dr. Coixão, e restantes figuras publicas presentes.
Agradeço também a todos os amigos, familiares e Mosenses no geral...
Agradeço também a todos os amigos, familiares e Mosenses no geral...
A Freguesia de Mós, está de parabéns pela organização elegante, pela forma hospitaleira e calorosa como acolheu este evento.
Uma vez mais, se exaltou a beleza das coisas feitas com amor e o valor das pessoas simples e naturais.
Ontem, foi o Dia Mundial do Livro. E foi o dia que as obras "A Caminho de Santa Bárbara" e "Trovador do Douro" foram apresentadas. O Grande dia chegou: o grande dia para o Professor Mário Anacleto e para mim também.
E assim foi.
Honra-me por tudo isso, ter sido fiel no seu desejo, acima de tudo!
Tenho a certeza absoluta, que a nossa Obra vai fazer muitos sorrisos no rosto e no coração de muita gente e algumas lágrimas de emoção também.
Senti e sinto convictamente, que um homem continua vivo enquanto o lembrarmos e enquanto dele falarmos.
E duma coisa tenho a certeza absoluta: em Mós, "Entre montes e vales, numa terra árida e rochosa, de pó seco e trovoadas majestosas... de chuvas, de ventos fortes, de granizos e neves... de amendoeiras em flor e campos de papoilas e cardos agrestes, onde Santa Bárbara é padroeira e habita lá num alto....", "... na terra onde nunca passou Cristo...", MÁRIO ANACLETO continuará vivo manifestando a sua sensibilidade e sensualidade na beleza das flores do campo, na harmonia linhas dos vales e nas curvas do Rio Douro. E a sua voz será os Ecos do Montes na sinfonia do silêncio da Mãe Natureza.
Obrigada Professor Mário Anacleto!
Obrigada a todos.
24/Abril/2011
14 Abril 2011
Apresentação de Livros
Sábado de Páscoa, dia 23 de Abril, vá às Mós e... surpreenda-se!
Aproveite para saudar a Maria Cristina Quartas, autora destes dois livros lindíssimos:
-A Caminho de Santa Bárbara e -Trovador do Douro.
E aplauda de pé estas edições do Município de Vila Nova de Foz Côa e da Junta de Freguesia de Mós.
08 Abril 2011
É uma casa portuguesa!
Numa casa portuguesa fica bem,
pão e vinho sobre a mesa.
e se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem esta franqueza, fica bem,
que o povo nunca desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho à alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
(...)
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
![]() |
| “A amizade é o ingrediente mais importante na receita da vida.” |
e se à porta humildemente bate alguém,
senta-se à mesa co'a gente.
Fica bem esta franqueza, fica bem,
que o povo nunca desmente.
A alegria da pobreza
está nesta grande riqueza
de dar, e ficar contente.
Quatro paredes caiadas,
um cheirinho à alecrim,
um cacho de uvas doiradas,
duas rosas num jardim,
(...)
É uma casa portuguesa, com certeza!
É, com certeza, uma casa portuguesa!
06 Abril 2011
Gente das Mós (6)
(...) "Já são em número demasiado os que vieram ao mundo para combater e separar; o progresso e valor de cada seita e de cada grupo dependeram talvez desta atitude discriminadora e intransigente; aceitemos como o melhor que foi possível tudo o que nos apresenta o passado; mas procuremos que seja outra a atitude que tomarmos; lancemos sobre a terra uma semente de renovação e de íntimo aperfeiçoamento.
Reservemos para nós a tarefa de compreender e unir; busquemos em cada homem e em cada povo e em cada crença não o que nela existe de adverso, para que se levantem as barreiras, mas o que existe de comum e de abordável, para que se lancem as estradas da paz; empreguemos toda a nossa energia em estabelecer um mútuo entendimento; ponhamos de lado todo o instinto de particularismo e de luta, alarguemos a todos a nossa simpatia.
Reflictamos em que são diferentes os caminhos que toma cada um para seguir em busca da verdade, em que muitas vezes só um antagonismo de nomes esconde um acordo real. Surja à luz a íntima corrente tanta vez soterrada e nela nos banhemos. Aprendamos a chamar irmão ao nosso irmão e façamos apelo ao nosso maior esforço para que se não quebre a atitude fraternal, para que se não perca o dom de amor, para que se não cerre o coração à mais perfeita voz que nos chama e solicita."(...)
Agostinho da Silva, in 'Considerações'































































