07 Novembro 2009

Magusto de S. Martinho -programa



Tomada de Posse de Andreia Almeida







No Salão Nobre dos Paços do Concelho de Vila Nova de Foz Côa, na passada segunda-feira, dia 2 de Novembro, tomou posse o novo executivo municipal.
O blog dAs Mós esteve presente no acto, e, tendo na altura felicitado a mosense Andreia Polido de Almeida, fazendo-lhe sentir o carinho das gentes das Mós e a confiança que colocam no seu mandato, partilha hoje com todos os leitores esses momentos de alegria da nova vereadora.

04 Novembro 2009

Instalação da Assembleia de Freguesia das Mós

 

No passado sábado, dia 31 de Outubro, procedeu-se à instalação da Assembleia de Freguesia das Mós, constituída pelos cidadãos eleitos por sufrágio universal e directo em 11 de Outubro de 2009. As escolhas efectuadas, referentes aos dois órgãos autárquicos, resultaram no seguinte quadro:

Junta de Freguesia
Carlos Alberto Correia - Presidente
Luís Alberto Fonseca Polido
António Jaime Polido Basaréu
Assembleia de Freguesia
José Alberto Velha Grifo - Presidente
Aires José Figueiredo Passeira - 1º Secretário
Acácio Augusto Barandas - 2º Secretário
José Adriano Macieira Filipe
José Carlos Soares Ferreira

Por falta de comparência, não tomaram posse na Assembleia de Freguesia os dois elementos eleitos pela lista do Partido Social Democrata. Tudo indica que, por renúncia destes, na próxima reunião da Assembleia a realizar em Dezembro, tomarão posse os dois elementos imediatamente a seguir na respectiva lista: Maria de Lurdes Soares Ferreira e Maria Helena Claro Pinto Navarro.

28 Outubro 2009

Gente das Mós - na internet (4)


"Encaixar o insucesso e retomar a rabiça com redobrada energia - eis a grande força e a grande lição do camponês. A vida para ele não é tanto colher, como semear. A lançar à terra energia viva, sonho sem joio, é que que a sua humanidade se justifica."
Miguel Torga (Diário V)

Adriano Passeira
Mós (Vila Nova de Foz Côa)
http://olhares.aeiou.pt/ti_adriano_foto3182562.html




25 Outubro 2009

Grupo Etnográfico da Escola Preparatória de Rio Tinto




O Grupo Etnográfico da Escola Preparatória de Rio Tinto, dando notícia da sua passagem pela nossa terra como grupo convidado, publicou na página da internet algumas fotos da Festa de Nª Sra da Soledade 2009.
Numa breve resenha da participação, aproveita para agradecer, sensibilizado, o acolhimento que lhe foi dispensado pelas nossas gentes.

(clique na foto para ver notícia)

21 Outubro 2009

Anne-Marie Mouchet - Cônsul Honorária de Portugal em Pau



Ana Maria Ferronha Passeira Mouchet, natural das Mós, filha de José Passeira e de Edite Ferronha, é professora de inglês na Universidade Paul Sabatier e fundou dois Centros de línguas, um em Seissan (Gers) e outro em Pau (Pyrénées Atlantiques). Admiradora do presidente Nicolas Sarkozi, pelas listas da UMP, nas ultimas eleições legislativas francesas, foi mesmo uma das duas candidatas de origem portuguesa presente na segunda volta da eleição
Anne-Marie Mouchet, depois da quarta classe feita em Portugal prolongou os seus estudos em França mas, afirmou, continua modesta e agarrada aos valores do trabalho que os seus pais lhe ensinaram. Não conhecendo ainda exactamente as atribuições que lhe são confiadas como Cônsul Honorária de Portugal em Pau, mostra-se confiante com o seu desempenho tentando representar da melhor forma o seu país. A própria, acabada de chegar da nomeação, e na informação enviada ao blog dAs Mós, confessou ter ficado realmente surpreendida com a notícia.
De parabéns fica, também, as Mós, por ver uma filha da terra ser nomeada para tão honroso cargo. Saudamo-la pelo facto, desejando-lhe os maiores êxitos.

Reunião da Comissão de Festas 2010



17 Outubro 2009

Andreia Almeida no Executivo Municipal

Para os menos atentos poderá parecer que, a inclusão da Dra. Andreia Almeida numa lista de candidatos à Câmara Municipal, foi apenas uma manobra eleitoral visando a freguesia onde a Junta, de cor política diferente, se tem demarcado por um trabalho de excelência.
Para nós, que por diversas vezes partilhámos com ela culturalmente o entusiasmo de realizações levadas a efeito nas Mós, estamos convictos que a sua presença no Executivo Municipal, pela capacidade que lhe reconhecemos, há-de ser importante, também, para o fortalecimento social da freguesia.
Saibamos unir-nos à volta desta realidade e merecer o carinho que ela certamente irá dispensar à sua e nossa terra.

13 Outubro 2009

Eleições Autárquicas 2009 - Resultados





01 Outubro 2009

Domingo da Festa 2009


“ (…) Abençoados sejam os mosenses que legaram aos presentes relíquia tão linda, tão encantadora como invulgar, pois ela continua a ser o grande padrão de glória e do orgulho da boa gente das Mós…
Por herdeiros desta tradição, não se deve tomar apenas o punhado de ascetas que moureja o ano a fio nas magras e escabrosas courelas da freguesia. Legítimos herdeiros dessa devoção são também os seus filhos, os seus parentes, os seus amigos que por esse mundo além, roídos de saudades, angariam o pão de cada dia.
São muitos desses que agora vão em autêntica peregrinação à terra natal abraçar pais, parentes e amigos e que depois se vão chegando ao terreiro para receberem do velho ‘olmo’, desse pendão reerguido, a sombra amiga e acolhedora que ele, donairoso, nunca soube recusar.
Filhos queridos dessa terra são também aqueles que impossibilitados de comparecer a essa confraternização abençoada, verterão no 3º domingo de Setembro uma lágrima de saudade…”

José Gomes QuadradoA Festa da Srª da Soledade, in “ O Fozcoense” de 15/09/1968

29 Setembro 2009

Sábado da Festa 2009


Sábado da Festa 2009

uma festa
que se/nos
renova


[nascente
de cor 
e alegria]

Vitor Solteiro - 2009

27 Setembro 2009

Volta ao Povo 2009


Volta Ao Povo 2009


“A Festa termina com o grande momento, a sensação principal que é a volta. É um número do programa (…) que já tem foros de tradição, e se bem que seja o complemento da tarde dançante no Terreiro tem as suas características próprias, um tom especial de marcha triunfal, cortejo de heróicos folgazões que se despedem em beleza das suas festas.”
(Zé Carneiro - in Monografia Histórica de Mós do Douro, 1981)


21 Setembro 2009

A Festa 2009 (pequena amostra)



09 Setembro 2009

Cartaz da Festa N.ª Sra da Soledade 2009


Exposição de fotografia a preto e branco

INFORMAÇÃO

A Associação de Cultura e Recreio “As Mós”, desfrutando da presença de grande número de Mosenses e visitantes no terceiro fim-de-semana de Setembro nas Mós, ou seja, nos dias 18 a 20 próximos, na data da realização das tradicionais festas em honra da Sr.ª da Soledade, vai organizar uma exposição de fotografia a preto e branco alusiva a esta Freguesia.

Assim, tendo em vista uma divulgação do passado das Mós o mais diversificada possível, vem esta instituição solicitar a todos aqueles que disponham de fotos em que as Mós ou pessoas das Mós são o tema principal, tomem a iniciativa de entrar em contacto com esta Associação, designadamente com os membros a seguir identificados e para os números também indicados.

José Alberto Velha Grifo: 963 356 054
António Fernando Bichança Diogo: 969 433 357

A Direcção

07 Setembro 2009

Torneio de Sueca Nª Srª da Soleade

A exemplo de anos anteriores, o dia 15 de Agosto foi marcado por mais um evento organizado pela comissão de festas, na nossa simpática aldeia. No entanto, ao contrário dos anos transactos, não houve o animado baile com música ao vivo, mas somente um igualmente animado torneio de sueca, pautado por muitas surpresas e pela relativa tensão necessária numa saudável competição entre amigos, acompanhado ainda de um esmerado serviço de bar e apetitosos petiscos, além da exposição para venda de vários adereços.
No final do torneio, sagrou-se vencedora a equipa formada pela família Moutinho, ou seja, o Sr. Mário Moutinho e o filho José Bernardino Moutinho, numa final renhida em que foram uns dignos vencidos José Alberto Velha Grifo e Jorge Baptista.
Ana GriFo

24 Agosto 2009

Autárquicas 2009 - Lista de Candidatos

Conforme indicação nos sítios da Internet dos dois partidos, divulgamos as Listas de Candidatos propostas pelo Partido Socialista e Partido Social Democrata à Assembleia de Freguesia das Mós, nas Eleições Autárquicas de 11 de Outubro de 2009 :



1- Carlos Alberto Correia
2- Luís Alberto Fonseca Polido
3- António Jaime Polido Basaréu
4- José Alberto Velha Grifo
5- Aires José Figueiredo Passeira
6- Acácio Augusto Barandas
7- José Adriano Macieira Filipe
8- José Carlos Soares Ferreira
9- Sofia Gonçalves Mesquita
10-Rui Filipe Passeira Polido
11-Joaquim Augusto Basaréu
12-Maria Adélia Ferronha Ferreira Diogo
13-Joaquim Manuel Polido
14-Alda Jesus Garcia


1- António Januário Ferreira
2- Carlos do Nascimento Jorge
3- Maria de Lurdes Soares Ferreira
4- Maria Helena Claro Pinto Navarro
5- José Gaspar Ruge
6- Elísio Joaquim Lobão Passeira
7- Fábio Daniel Polido Batista
8- António Fernando Pego Polido
9- Joaquim Miguel Lomba Estáquio
10-José António Ferreira Pala
11-Felisberto Moutinho Ferreira
12-Humberto Augusto Ribeiro


12 Agosto 2009

Gente das Mós - na Internet (3)


Abrigados à sombra da parreira, perdidos na doçura de uma talhada de melão e de um copo de vinho branco, fomos descobrindo o gosto miniaturista de António da Silva Carvalho «O Roque».
- “ Chamam-me Roque porque o meu pai era Roque, e Roque fiquei (…) não sou homem de ir para o café e não gosto de falar na vida alheia (…) vou fazendo estas coisas para passar o tempo...”
Exibia com vaidade os arados, os bois e os carros-de-bois feitos em miniatura, e falava-nos do tempo, desse tempo a quem ele estava habituado a trocar as voltas e a roubar o vagar para as suas construções.

António da Silva Carvalho "O Roque"
e Maria de Lurdes Rodrigues


Os oitenta e dois anos mostravam-se ainda rijos para cuidarem do campo que rodeia a casa no lugar do ribeirinho. E com um sorriso maroto lá foi dizendo:
- “Olhe que a minha mãe durou até aos cento e três anos!…”
Adivinhámos-lhe a graça e dissemos:
- Ó ti António, se o tempo não nos pregar a finta, havemos de voltar a conversar daqui a vinte e cinco anos… pelo menos!

Mós 18 de Agosto de 2007
http://varandadotempo.blogspot.com/2007/08/o-roque.html

03 Agosto 2009

As Mós no "Notícias de Freixo de Numão"


O Jornal "Notícias de Freixo de Numão" na sua edição de Maio/Junho 2009 publicou uma página inteirinha a falar das Mós, levando aos seus leitores notícia da realização de três eventos mosenses.

-VII ENCONTRO /CONVÍVIO DOS NATURAIS E AMIGOS DAS MÓS
(José Gomes Quadrado- blog dAsMós)
-FORNO COMUNITÁRIO DAS MÓS
(Carlos Pedro- blog dAsMós)
-A.C.R."AS MÓS" INAUGURA SEDE
(Sá Coixão- Jornal N. de Freixo de Numão)

Com amizade saudamos o seu Director, António Sá Coixão, felicitando-o pela distinção que foi alvo ao ser-lhe atribuida a Medalha do Concelho.

31 Julho 2009

Gente das Mós - na internet (2)

Esqueço-me de mim ...

No desassossego
A que me obrigo,
Se consigo estar parado,
Só deitado
Abrigo
Este cansaço.

Esqueço-me dos dias,
E dou comigo
A tropeçar nas noites.
Esqueço-me, até de mim...
E sou assim…

(Carlos Pedro)




Elísio Passeira
Mós (Vila Nova de Foz Côa) - 22 Março 2008
http://olhares.aeiou.pt/esqueco_me_de_mim_foto1880355.html

29 Julho 2009

Relatorio de Contas - Festa 2008












21 Julho 2009

Gente das Mós - na Internet (1)


É o que ficou.
A lembrança perene
Do que fomos, sentimos e pudemos
No tempo intemporal da juventude.
Ilusões de energia e de saúde
Em cada gesto que já não fazemos,
Mas apetecemos.
É o vazio de nós
Cheio de nós.
...
É o que ficou e ficará, Mulher.
A cinza destes versos invernais
De amor e de tristeza,
E a intima certeza
De que é tudo verdade
O que de nós disser
A mudez da saudade.

Miguel Torga (Diário XVI)















MULHERES
Mós (Vila Nova de Foz Côa)- Março 2009

http://olhares.aeiou.pt/e_o_que_ficou_mulher_foto2791764.html


17 Julho 2009

IV Convívio de portistas





Realizou-se no passado dia 20 de Junho nas Mós e pelo 4º ano consecutivo o habitual convívio de portistas, este ano o evento atingiu o número aproximado de 70 convivas. O convívio realizou-se no restaurante “O lagar" de José Ferreira, e a ementa constou de feijoada e bacalhau à braz.
Estiveram presentes portistas de diversos pontos do país como Braga, Porto, Ermesinde e Foz Côa, e alguns adeptos do Benfica e Sporting que devido à amizade que os une a alguns portistas se juntaram ao convívio reconhecendo o mérito das vitórias do FC do Porto.
A criação de uma Casa do F C do Porto na sede do concelho, foi uma ideia avançada e que pode vir a ser concretizada. Cada conviva teve direito a um cachecol alusivo ao encontro.
Os convivas agradecem a simpatia e o profissionalismo do serviço no restaurante e agradecem também ao Sr. Agostinho Serdoura a oferta dos cachecóis.
Daniel Soares

04 Julho 2009

FOI ÊXITO O BAILE DE S. PEDRO NAS MÓS

Qual foi a razão do êxito?
*
Podem dizer que o S. Pedro ajudou!...

Podem dizer que as sardinhas pingavam no pão!...
Podem dizer que as bifanas e o caldo verde estavam óptimos!...
Podem dizer que a música contagiou!...
Podem dizer que foi da organização
!...
Podem até dizer que o povo das Mós é que é bairrista!...
Também...Tudo isso é verdade!
Mas o que eu acho mesmo, é que foi do Arroz Doce... Divinal!

25 Junho 2009

Torneio Jogo da Malha em Valongo

A Comissão de Festas 2009 promove no dia 4 de Julho (em Valongo) no recinto da capela de S. Bartolomeu, um Torneio de Jogo da Malha no âmbito das festas em honra da Sra da Soledade.

23 Junho 2009

S.Pedro (cartaz)


17 Junho 2009

O VII ENCONTRO/CONVÍVIO DOS NATURAIS E AMIGOS DAS MÓS

Por decisão dos dirigentes da A. C. R. “As Mós”, este evento teve lugar num espaço aprazível da Quinta do Vaquinhas, situada na Charneca da Cotovia, concelho de Sesimbra, recinto graciosamente cedido pelos seus beneméritos proprietários, após as necessárias diligências desenvolvidas por elementos da direcção da Casa do Concelho de Foz Côa, gente que não se fez rogada para continuar a colaborar com a organização deste Encontro de maneira tão generosa que a todos nos deixou penhorados. Como símbolo imperecível desta cooperação ficará o prato de barro com o emblema da Casa do Concelho oferecido à Associação mosense. Bem - hajam eles!
No que ao repasto diz respeito, cada imagem vale por mil palavras…O que não ficou devidamente retratado foi a abnegação de quantos trabalharam para que este Encontro se processasse nas melhores condições possíveis. Para todos eles vão as devidas palavras de louvor.
Digno de registo é, também, o contentamento que todos sentimos ao revermos conterrâneos e/ou pessoas amigas, bem como a alegria contagiante que ali se viveu, mormente por parte de muita gente jovem, que com algumas vozes bem afinadas, se mostrou à altura da actuação musical do insubstituível Amigo Carlos Pedro.
O facto deste Encontro ter sido realizado no mês de Junho contribuiu para que se notassem algumas ausências, entre as quais avultaram as dos familiares mais próximos dos dois ilustres mosenses que, conforme o previsto no programa, estavam para ser condignamente homenageados a título póstumo. Como as referidas ausências impossibilitaram o ensejo de lhes serem prestados os devidos preitos, o porta-voz da organização, o Amigo José Alberto, através da instalação sonora, recordou os seus inolvidáveis nomes: José Bernardino Cabral, sócio fundador (Nº 1) da Associação e José Carneiro, nome bem conhecido por todos os mosenses seus contemporâneos, por ter sido uma das figuras mais carismáticas das Mós, durante várias décadas do século XX.
José António Prata Carneiro, nasceu na povoação das Mós há 85 anos (salvo erro). Filho único duma conceituada família, teve o privilégio de viver toda a juventude num tempo em que a sua querida terra natal passou por grandes transformações económicas e sociais. Sociável como era, conviveu com várias gerações de mosenses, integrando grupos mais ou menos “tertulianos”. E observador muito atento, soube recolher com muita argúcia elementos etnográficos e outros que deixam perceber a vida que então se vivia nas Mós, mormente nos seus aspectos mais lúdicos. E para comprovar isto mesmo, bastará ler as “Recordações” que ele deixou entre as páginas 152 e 158 da última edição da Monografia Histórica que o Dr. Castelinho publicou.
Mas a sua colaboração com este seu amigo de sempre não se ficou por aqui. Em 1971, o Dr. Castelinho levou a cabo um primeiro ensaio da “Monografia sobre S. Pedro de Mós do Douro. E da página 8 à página 35, o autor fez deduções históricas e toponímicas com as quais o seu amigo José Carneiro não concordou (e não só). Com o amigo ausente em Angola, José Carneiro manifestou a sua discordância na rubrica “Murmúrios do Cano” publicada nos números 6 e 7 do “Caminheiro”, relativos a Fevereiro e Março de 1972. Com estes dois excelentes artigos convenceu o Dr. Castelinho a retirar as referidas deduções não só do texto da sua Dissertação para o acto de licenciatura em Ciências Históricas, mas também das futuras edições da Monografia Histórica que nos deixou.
Antes do fim do Encontro, o autocarro que trouxera os residentes nas Mós levou os seus passageiros a dar uma volta pela zona ribeirinha de Sesimbra e só depois do seu regresso começou a retirada dos participantes.
Após o regresso aos respectivos lares, todos ficarão à espera que o espírito de salutar confraternização que aqui prevaleceu volte a revelar-se (ainda com mais vigor, se possível) no VIII Encontro a realizar nas Mós.

José Gomes Quadrado

15 Junho 2009

Mós - Terra de afectos

Fotos de Papa Léguas do VII Encontro- Cotovia 2009

A Aldeia que não quer morrer


«No Distrito da Guarda, Concelho de Vila Nova de Foz Côa, existe uma pequena aldeia de seu nome Mós.

Nessa pequena aldeia vivem permanentemente cerca de 150 pessoas, não obstante uma maioria esmagadora dos que lá nasceram ou que são descendentes de naturais, residirem noutros locais. Terão partido, muitos deles, à procura de “melhores” condições de vida.

O curioso (talvez como na maioria das aldeias portuguesas) é que a aproximação, o amor à terra, continua inalterável e, nessa medida, procuram desenvolver iniciativas que mantenham viva as memórias da aldeia e as relações entre as suas gentes. Mais interessante ainda é o facto de muitos cidadãos que não tinham qualquer relação com a terra ou com as suas gentes terem criado afectos motivados pelas iniciativas em que meia dúzia de “carolas” vêm trabalhando há já alguns anos.

Para conhecer melhor esta aldeia, por sinal a meia dúzia de quilómetros da área de serviço de autocaravanas de Freixo de Numão, pode aceder
AQUI a um Blogue que contem (entre outros) vários textos de josé Quadrado ou, não obstante estar já um pouco desactualizado, AQUI ou, ainda, AQUI.

O Papa Léguas tem estado em alguns destes Encontros de Mozenses que regista digitalmente. São fotos cujo interesse é restrito aos que de alguma forma participam nos Encontros ou que pela aldeia se interessam emocionalmente. Se não é esse o seu caso… passe à frente.

Na FOTO GALERIA II, que se situa no lado direito do Blogue do Papa Léguas, encontra os Álbuns referentes a alguns dos Encontros.»



01 Junho 2009

Programa VII Encontro














28 Maio 2009

INAUGURAÇÃO DA SEDE DA A.C.R."AS MÓS"

Da minha aldeia vejo quanto da terra se pode ver no universo…
Por isso a minha aldeia é tão grande como outra terra qualquer,
porque eu sou do tamanho do que vejo e não do tamanho da minha altura.”
(Fernando Pessoa)
Aproveitando a passagem do 11º aniversário da fundação desta colectividade, no passado dia 23 de Maio foi inaugurado o edifício da respectiva sede, erguido na Rua do Castelo.

Para a inauguração, foram convidados sócios e benfeitores e, numa simples mas emotiva cerimónia, o presidente da Assembleia Geral da Associação, José Alberto Velha Grifo, começou por agradecer à população e a todos quantos contribuíram para que a construção da sede fosse uma realidade, salientando o fundamental apoio dado pelo Município de Vila Nova de Foz Côa sem o qual não seria possível levar por diante todo o projecto. Emocionado, reafirmou ainda o entusiasmo de sempre e foi dizendo que “agora, com casa própria, a nossa responsabilidade é ainda maior e tudo faremos para que esta casa não seja uma obra de fachada mas uma mais-valia para a terra, mais um motivo para que todos nos unamos à volta de um único objectivo - As Mós”.
Por sua vez, o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova de Foz Côa, Dr. Emílio Mesquita, elogiando a freguesia pelo usufruto da qualidade e da quantidade de acções culturais levadas a efeito pela Associação de Cultura e Recreio “As Mós”, enalteceu a capacidade e honestidade dos elementos que a dirigem e foi dizendo que “face ao trabalho desenvolvido por esta colectividade nos seus onze anos de vida associativa e pela envolvência com a população, o Município mais não fez que a sua obrigação”.
Para finalizar a cerimónia e antes da visita às instalações do andar de cima, o Presidente da Câmara foi convidado pelo Presidente da Direcção, António Fernando Bichança Diogo, a descerrar uma placa alusiva ao acto.
Na sala grande do 1º Andar, estava em exposição uma colecção de miniaturas reproduzindo minuciosamente algum património construído e aspectos quotidianos da aldeia, que o mosense Aristides Fernandes habilidosamente executou e ofereceu à Associação para fazer parte do futuro museu.
À noite, e na continuidade do serviço público de excelência a que a colectividade já nos habituou, foi oferecida a toda a população uma memorável noite de teatro com a peça Não se Paga! Não se Paga! Uma divertida comédia de Dario Fo representada superiormente pela OFITEFA - Oficina de Teatro de Favaios.
Para os menos atentos convém lembrar que Dario Fo, em 1997, foi laureado com o prémio Nobel da Literatura, por ter produzido uma «obra que rivaliza com os gracejadores da Idade Média e que defende a dignidade dos reprimidos», denotando uma forte preocupação com os problemas da sociedade contemporânea.

Meritório agrupamento de mosenses

Em pouco mais de cinco anos, um pequeno conjunto de mosenses, reunindo muitos esforços e desvelos, com alguma ajuda da Câmara Municipal, deram corpo a um projecto de autoria do Eng.º José Paixão.
Este meritório agrupamento de mosenses fora instituído em 18 de Maio de 1998. Durante os 11 anos já decorridos, os seus fundadores, actuando sempre unidos como os dedos das mãos, têm conseguido alcançar o desígnio fundamental que levou à sua criação e que consiste em propiciar à população residente momentos de recreio ou divertimento e, complementarmente, organizar outros eventos que permitam encontros dos residentes com os ausentes e amigos das Mós. Estes sempre muito bem organizados e dignos do secular encontro que anualmente acontece na Festa em honra de Nossa Senhora da Soledade.
Seria pura estultice pormenorizar aqui todos os eventos organizados no decorrer destes onze anos. Mas resumidamente, vejamos algumas das muitas acções de recreio já concretizadas: meia dúzia de passeios de autocarro e de barco, magustos e almoços, festas com bailes, jogos tradicionais, tiro aos pratos, sete passeios pedestres e várias participações no desfile etnográfico na “Festa da Amendoeira”, etc.
Quanto aos referidos encontros, já foram realizados seis: dois, em Ermesinde; dois, em Mogofores; um, em Lisboa e o “Encontrão” das Mós. Nos últimos três encontros foram prestados tributos a quatro personalidades que se haviam distinguido por serviços prestados à comunidade mosense, incluindo a homenagem a título póstumo ao Dr. Joaquim Castelinho.
Em alguns destes eventos a Associação pôde contar, tal como outras instituições do concelho; com o apoio do Município. Mas eles só foram possíveis graças a inteira disponibilidade dos dirigentes locais, que além de tempo e desvelos de todos, alguns ainda têm doado parte das compensações que lhes são atribuídas como membros da Junta de Freguesia. Por tudo isto eu lhes chamei e chamarei: “Os exemplares autarcas das Mós”.
No que concerne a actividades essencialmente culturais, além da preciosa colaboração do autor do visitadíssimo “blog dAsMós”, têm contado, também, com as capacidades criativas e recreativas de alguns sócios e amigos da Associação, como ficou demonstrado na “Exposição de Espantalhos”, que com a exibição e o concurso realizados no Terreiro, nas Mós, no fim-de-semana da Páscoa de 2007, tão significativo êxito alcançaram, que a maioria desses espantalhos passou a ficar exposta em algumas das principais artérias da cidade de Foz Côa.
Grandes capacidades criativas e recreativas foram evidenciadas, também, em Setembro de 2004, no extraordinário evento cultural que, começando por ser modestamente anunciado como “1ª Mostra de Artesanato Local”, acabou por superar tão largamente as expectativas, pelo que ficou registado na memória histórica das Mós como “Exposição de Arte e do Artesanato Local”. Este terá sido, talvez, o maior acontecimento cultural alguma vez realizado nesta multissecular povoação.
Acabadas as mais avultadas despesas e preocupações com a construção da sede, poderemos ter esperança de ver, num futuro próximo, alguns dos novos espaços ocupados com uma exposição semelhante a esta de tão boa memória?

José Gomes Quadrado e Carlos Pedro

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